Desânimo

Pela primeira vez em todos esses meus anos de torcedor do Chelsea, eu me sinto desanimado. Desde quando comecei a acompanhar a equipe, no já longínquo ano de 2005, sempre estive acompanhando os jogos da equipe. Nos bons e maus momentos. Nos títulos e nas decepções. Mas 2017/18, está sendo diferente.

Em todos esses treze anos, eu nunca vi um time tão sem alma quanto esse. Podem falar o que quiserem, podem citar 2015/16 quando sequer classificamos para a Champions League, podem lembrar das várias oportunidades que se instauraram ‘ranços’ entre técnicos e jogadores (Felipão, Mourinho, entre outros) mas ninguém me tira da cabeça que esse dentre todos é o vencedor. Vencedor no mal sentido, é claro.

O Chelsea é o quinto colocado, e apenas por milagre estará na próxima edição da Champions League. Estando oito pontos atrás do Tottenham, o que nos resta é esperar que os Spurs “Tottenhem” (gíria bastante usada na internet para o time, mas você pode trocar por ‘pipoque’ se quiser), e considerando a regularidade deles dentro da Premier League, dificilmente acontecerá.

Esta temporada está sendo um gigantesco balde de água fria no torcedor blue. Imaginávamos, após aquele ano em que não nos classificamos para a Champions, que uma reorganização acontecesse, uma fênix surgiria das cinzas e triunfalmente nosso Chelsea retornaria ao patamar que lhe pertence. A ilusão se firmou com o título inglês de 2016/17.

Mas cá estamos nós, pensando que diabos acontece com Eden Hazard, jogador que sabemos que é genial, mas sequer se esforça nas quatro linhas? E o que aconteceu com os passes mágicos de Cesc Fàbregas? E as milagrosas defesas de Thibaut Courtois, por que deram lugar à falhas de certa forma regulares? E Antonio Conte? O mestre das táticas, dono da volta do 3-4-3 ao futebol moderno, não consegue achar algo diferente pra esse time?

A grande verdade é que apenas dois se salvam. N’Golo Kanté, que continua sendo regular e Willian, que é o lampejo das jogadas vistosas que outrora víamos em Stamford Bridge.

Saudades de você John Terry, que orientava seus amigos ao que fazer nas horas mais difíceis. Saudades de você, Frank Lampard que quando se via no meio da névoa densa, achava um passe espetacular para o companheiro marcar. E saudade de você, Didier Drogba o homem que jamais desistia de um gol.

Ainda há a possibilidade de um título, o da FA Cup, é verdade. Mas nem mesmo o possível troféu animaria a este torcedor, que está enjoado de um time tão apático.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Vinícius Paráboa