Depois da tempestade vem a calmaria?

Olá amigos e amigas do Chelsea Brasil. A coluna de hoje aborda a situação de David Luiz, endereçado ao banco de reservas após péssima atuação contra a Roma (3 a 0 para os italianos). Jogo ocorrido no dia 31 de outubro de 2017, no Estádio Olímpico de Roma, e válido pela Champions League. A coluna também apresenta um panorama pré, durante e pós o embate contra os italianos. Espero que você tenha uma boa leitura e não esqueça de curtir, compartilhar, sugerir, criticar e opinar, certo?

Um abraço,
O autor.

A verdade é que David Luiz viveu grandes momentos sob a batuta de Antonio Conte antes da catastrófica partida contra a Roma. O brasileiro não apresenta tanta classe quanto Maldini, ou não é tão líder como Oscar (zagueiro que atuou no São Paulo e ídolo do meu pai), mas a realidade é que ele apresentou pontos positivos antes de ser jogado aos leões no Coliseu, digo, aos romanistas.

Tenhamos 31 de outubro como um marco, certo? Cinco jogos antes da derrota na Cidade Eterna, o Chelsea somava oito gols sofridos em cinco jogos (Crystal Palace – dois gols, Roma, três gols, Watford – dois gols e Everton – um gol e Bournemouth – nenhum gol). Posteriormente, a equipe sofreu três tentos fora de casa contra a Roma e, a partir daí, mudanças deveriam ser tomadas.

Em meio ao cenário de caos, principalmente ao setor defensivo, algumas decisões foram tomadas como a entrada de Christensen no lugar do brasileiro e o retorno de N’Golo Kanté – o desfalque mais sentido dentro do time londrino. Fora dos campos, a pressão para a diretoria começava a ser mais incisiva, as entrevistas do técnico italiano eram menos descontraídas e a derrota na Champions League demandava mudanças, que foram feitas.

O que as estatísticas mostram hoje? Um time mais regular. São cinco jogos sem derrotas, (1-0 contra o Manchester United, vitória por 4-0 contra o West Bromwich, 4-0 contra o Qarabag, 1-1 contra o Liverpool, 1-0 contra o Swansea) um gol sofrido nos cinco jogos mencionados e uma tabela extremamente favorável ao time de Stamford Bridge no “Inglesão”. Além de adversários “teoricamente” mais fáceis, um jogo que pode dar moral para a equipe: contra o Atlético de Madri, em Londres, pela UEFA Champions League.

Neste domingo, às 10h30min, o Newcastle será o adversário do Chelsea. Mesmo com a distância de 11 pontos para o líder do Campeonato Inglês, o Manchester City, o Chelsea começa a caminhar rumo a estabilidade, principalmente no campeonato nacional. Pode ser tarde para brigar pelo título? Francamente sim, mérito dos times de Manchester.

Mas a sequência de jogos com Newcastle, West Ham, Huddersfield, Southampton, Everton, Brighton e Stoke pode auxiliar o atual campeão inglês nesta remontada. Uma lista de embates com clubes que estão atualmente na décima colocação ou abaixo da metade da tabela.

O Chelsea precisa de uma postura linear, menos oscilante. Perdeu pontos que não poderia perder e dá sinais que há progressos pós-caos romano. O time foi prejudicado pelo seu início baseado em tropeços – 2-3 Burnley (1ª rodada) (em casa), 0-0 Arsenal (5ª rodada) (em casa), Manchester City 0-1 (7ª rodada) (em casa) e Crystal Palace (2-1) (fora de casa) –, mas obteve estabilidade nos últimos embates.

Alguns personagens tiveram que “pagar o pato” nesta temporada do Conte. O drama de Diego Costa foi uma novela filmada na Fulham Road e, aparentemente, a segunda novela desse mesmo autor será feita. Coincidência ou não, o protagonista é brasileiro. Veremos o que nos reserva a temporada de Antonio Conte.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Category: Opinião

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Article by: João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.