A comentada saída de Conte

Aproveito o fato da coluna para ser opinativa e deixo claro meu ponto de vista sobre a “Novela Conte”. O inferno não é o Conte, o inferno são os outros. Simples, vá ao Google, digite “Conte” e clique em notícias. Os títulos das notícias relacionadas ao técnico do Chelsea levam a crer que o time de Stamford Bridge vive um momento de calamidade e beira ao caos. Sendo que a temporada instável, do jeito que está, é um período de tempo em desequilíbrio e ponto. Apenas isso.

Uma avalanche de notícias sobre a “saída de Conte”, “o mês da saída de Conte”, “se o Luís Enrique ou o Maurízio Sarri assumem”, “se o relacionamento profissional com Abramovich é estável”. A metáfora cabível é que Conte está para o iceberg, assim como o Chelsea está para o Titanic. A resposta do técnico perante a situação foi a seguinte: “Gosto desse tipo de situação. Se eu vejo que não há pressão, não serve para mim e meus jogadores. Não entendo porque falam apenas de mim. Talvez seja o Chelsea. A pressão é da vida, gosto disso”, afirmou Conte.

Pois bem. Infelizmente, o Chelsea – desde o momento que ganhou maior projeção perante o cenário futebolístico -, é estigmatizado pela forma/momento que ascendeu e pela constante troca de treinadores. O time de Stamford Bridge é pressionado de forma acintosa pelo fato de ter adquirido uma filosofia de trocas constantes de técnico, compras milionárias e pela frequente presença na parte de cima da tabela.

Nossa, mas isso acontece com vários clubes, não acontece? Concordo. Mas a questão não é ver os outros times e, na verdade ver o Chelsea, correto? O ponto desta questão é visualizar que uma temporada ruim não deve ser encarada como o fim da linha no clube londrino. O investimento feito em Stamford Bridge tem problemas. Ela foi inferior de modo qualitativo em comparação com alguns clubes rivais e o resultado é a eliminação na Copa da Liga, ser coadjuvante na segunda fase da Champions e estar quilometricamente distante de conquistar o Nacional.

Isso significa erro de planejamento! O Conte é responsável por tudo isso? Não. Ele não é o responsável por todos os erros do clube londrino. Ele é o culpado de forma parcial, a partir do momento que a diretoria acata o desejo de contar com determinadas peças e a instabilidade aparece. Mas vamos pensar ao contrário… E se os seus desejos não são realizados e você tem que trabalhar com o que dá? A culpa segue sendo sua?

Ok, as vezes não temos o que queremos – uma regra da vida, diga-se de passagem. Mas o Conte, vencedor como é e gabaritado como sabemos que é, não desaprende a treinar em 365 dias. Uma situação semelhante ao futebolista, um jogador não desaprende instantaneamente. Na maioria das vezes, você leva mais tempo para trabalhar com peças diferenciadas.

Honestamente, eu acredito que a pressão não está vindo de dentro, pelo menos por enquanto. E gostaria de acreditar que isso (a pressão) não ocorra tão breve do jeito que está sendo veiculado.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Category: Opinião

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Article by: João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.