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Qual é o valor da camisa de um ídolo no Chelsea?

Durante o amistoso que aconteceu nesta madrugada, contra o Liverpool, no Rose Bowl, em Pasadena, tivemos a oportunidade de ver algumas boas mudanças na forma que o Chelsea está jogando. A vitória por 1 a 0 trouxe alguns detalhes da forma como Conte deve arrumar a equipe para a temporada, apesar de algumas peças ainda estarem faltando.

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No entanto, não é sobre isso que a coluna de hoje se trata. A grande questão é que, aos 67 minutos, vimos Pedro Rodríguez entrar em campo para integrar a lista de nomes nada relevantes que vestiram a camisa 11 dos Blues após a saída de Didier Drogba. É, nós vamos falar sobre ídolos e a falta de sensibilidade que o clube tem não só com suas histórias recentes, mas com o legado que deixaram.

Já vimos o brasileiro Oscar estampar o número em suas costas, este que, inclusive, agora veste a 8 que foi de Frank Lampard. Ou seja, para ele vale em dobro a crítica. O colombiano Cuadrado também teve a chance de carregar o 11, além de Alexandre Pato (é, eu só acredito porque vi). Você pode estar pensando agora “mas é só uma camisa, isso não faz sentido”. Bem, é só relembrar a forma como o clube anda tratando aqueles que fizeram o Chelsea ser o que é hoje.

Testemunhamos o próprio Drogba saindo após ser o herói da conquista da Champions League porque queria dois e não um ano de contrato. Após isso, Lampard sofreu com o mesmo problema. A situação quase se repetiu com o último representante de uma geração que carregou a essência do espírito Blue, John Terry. Mas, para a alegria geral, clube e jogador chegaram a um consenso. Outro que não sobreviveu foi Petr Cech, que viu os azuis de Londres preferirem o jovem e nada identificado com a torcida Thibaut Courtois.

(Foto: Darren Walsh/Chelsea FC)
Terry, Lampard, Cech e Drogba (Foto: Darren Walsh/Chelsea FC)

Alguns clubes ao redor do mundo já aposentaram camisas em homenagem a jogadores que marcaram suas histórias, inclusive o próprio Chelsea, com a 25 de Gianfranco Zola. O lendário holandês Johan Cruyff ficou no Ajax por 12 anos – somadas as suas duas passagens – e sua camisa 14 nunca foi utilizada por outro atleta. Franco Baresi, considerado o melhor zagueiro da história do futebol italiano, viu sua camisa 6 aposentada pelo Milan, único clube pelo qual atuou, após decidir parar de jogar em 1997. Francesco Totti já foi avisado pelo presidente da Roma de que terá sua camisa 10 aposentada quando encerrar a carreira.

Se eu pudesse dar um conselho aos Blues nesse momento, falaria para, se não forem realmente guardar os números daqueles que honraram e respeitaram as cores do clube, que, ao menos, os entreguem para jogadores que possam percorrer um caminho de respeito e, quem sabe, amor pelo Chelsea.

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As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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