Oscar

Oscar é o ponto fora da curva no renascimento do Chelsea

Um atleta que muda de liga para atuar na Inglaterra normalmente passa por um duro período de adaptação. O estilo de jogo inglês é diferente dos demais – a alta competitividade entre os clubes e a exigência física são algumas características marcantes do campeonato. Por conta disso, alguns jogadores tendem a oscilar e passar por temporadas difíceis antes de estourar e alcançar regularidade dentro da equipe.

Ramires, por exemplo, chegou na temporada 2010/11 e, embora tenha realizado algumas boas partidas, ainda apresentava irregularidade em campo. Em 2011/12, no entanto, o brasileiro evoluiu e foi decisivo e importante na campanha do título da UEFA Champions League. Hazard passou pelas mesmas dificuldades antes de se tornar o melhor jogador da temporada passada. Willian, depois de duas temporadas sem muito brilho, hoje é, disparado, o melhor jogador do Chelsea.

Mas e quanto a Oscar? Desde que chegou, em 2012/13, o brasileiro nunca teve uma temporada em que ele foi protagonista, o cara que decidiu jogos importantes e conduziu os Blues a uma conquista histórica. Oscar nunca deixou de ser importante, pelo contrário, mas também nunca foi brilhante. Em sua primeira temporada, marcou quatro gols e cinco assistências em 2012/13 na Premier League. Na próxima, dobrou em quantidade de gols, mas foram apenas duas assistências. Quando fomos campeões, anotou seis gols e oito assistências. E, na atual temporada, três gols e duas assistências.

*Todas os números acima são relacionados ao Campeonato Inglês e retirados da ESPN Stats

Não são números ruins, mas longe de serem satisfatórios. À essa altura, Oscar já deveria estar no mesmo patamar de Hazard (a exceção da atual temporada) e Willian, por exemplo, que chegaram depois do camisa 8, e consolidado seu nome na história do Chelsea. Mas a realidade é que o brasileiro chega em sua quarta temporada com mais questionamentos do que afirmações. Todo ano o torcedor do Chelsea pensa: “Será que dessa vez vai?” E não, nunca vai.

Com o contrato renovado até 2019, o torcedor, que possui muito carinho por ele, ainda espera um melhor rendimento do brasileiro. Sua dedicação e aplicação tática são inquestionáveis, mas não é o suficiente. Penso que, se o Chelsea quiser evoluir e repetir uma temporada vitoriosa como foi em 2014/15, o clube deve se perguntar: devemos investir em um novo meio-campista mais regular e decisivo ou daremos novas oportunidades a Oscar para que ele possa, enfim, mostrar a que veio? Se eu sou diretor do clube, manteria o brasileiro no elenco, mas para ser um suplente, uma peça coadjuvante, o que, de fato, Oscar tem sido desde que se juntou ao clube.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

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