O segredo é ser competitivo

Começou neste sábado (13), a Premier League 2016-2017. Muitas são as novidades. Com nova identidade visual, novos e respeitados treinadores e jogadores, o pontapé inicial revelou o que deve ser a tônica do ano: equilíbrio. E como se vence um torneio equilibrado? Sendo extremamente competitivo. Ponto para o Chelsea, que escolheu um treinador que entende disso como poucos.

Campeão, o Leicester perdeu para o recém-promovido Hull City em crise; sob a liderança de Pep Guardiola, o Manchester City precisou de um gol contra para bater o modesto Sunderland, do questionado David Moyes; já o Tottenham, de ótima campanha no último ano, apenas empatou com o Everton. Estes são reflexos da realidade do futebol inglês.

Embora tenha se passado apenas uma parte da primeira rodada, já está claro, até mesmo pela análise de elencos e treinadores, que mais importante do que jogar bem, vitória será conseguir somar o máximo de pontos possíveis. É claro, sempre foi assim, mas antes, em tempos em que a distância qualitativa das equipes era maior, deslizes eventuais embora inoportunos eram permitidos.

A Premier League 2016-2017 desenha seu campeão e o resultado mostra que este será o clube que menos errar. Por essa razão, volto a dizer, o Chelsea está em bons lençóis. Na Euro 2016, a Itália de Antônio Conte pleiteava algo? Não. Mas fez bom papel porque determinou que diante das suas limitações só restava apostar no “mínimo erro” e no “máximo equilíbrio”.

Nesse sentido, além de um treinador especial nesse tema, o Chelsea trouxe N’Golo Kanté, atleta que mostrou especial capacidade para dar corpo ao Leicester no último ano. Ele foi a espinha dorsal, o ponto de equilíbrio, que permitiu o florescimento do talento de Riyad Mahrez e o desenvolvimento da artilharia de Jamie Vardy. Novo ponto para o Chelsea.

Caso consiga recuperar o futebol de jogadores outrora donos de muita regularidade, como Nemanja Matic, Cesc Fàbregas, Diego Costa ou Eden Hazard, o Chelsea terá chances reais de título.

Cada ponto deverá ser tratado com carinho e atenção. O campeão não será o time de melhor futebol necessariamente, mas o mais competitivo, aquele que vencer o maior número de partidas, independentemente da qualidade de seu desempenho técnico.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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