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O que houve com o Chelsea?

Esse é o principal questionamento dos fãs azuis. O que houve com o Chelsea nessa temporada desastrosa? Faltou planejamento? Faltou vergonha na cara de jogadores, comissão e diretoria? Faltou amor a camisa? A resposta pode ser sim para todas as perguntas. Fato é que algo precisa ser modificado.

A princípio, a mentalidade necessita ser transformada. Para quem não acompanhou meus tempos de Chelsea Brasil, quase sempre eu batia nessa tecla. Como ser um clube campeão se ao primeiro problema trocamos de treinador e priorizamos atletas ‘estrelas’? Quantos bons managers não deixaram Stamford Bridge por falta de bom senso (na manutenção do técnico, na honra do contrato e no pensamento de almejar algo maior sobrevivendo a tempestade)? José Mourinho saiu pela porta de trás, novamente e ficou provado mais uma vez que ele era o menor dos problemas.

Além da mentalidade de ‘gente grande’ a qual o Chelsea precisa evoluir (há muitos anos), a reformulação do elenco não pode ser encarada como uma loucura. Oba, vamos lá nos desfazer de todos os jogadores experientes e priorizar os jovens. Lampard saiu, Cech saiu. Quem ficou de referência em nosso elenco? Terry, Ivanovic e um ou outro “gato pingado”. O elenco precisa se renovar, porém, de maneira calculada. A melhor maneira dos jovens evoluírem é aprendendo com os experientes, esses serão os “costas larga” para aguentar a pressão em momentos decisivos.

E mais importante do que contratar um bom treinador, bons atletas – jovens ou experientes – é uma boa dose de vergonha na cara da diretoria (perdão pela agressividade, amigos) e do próprio elenco. Se mimamos estrelinhas como fizemos ao longo dessa lamentável temporada, o melhor dos técnicos não será bem sucedido em Londres. O Chelsea de antigamente (há menos de 10 anos) era formada por Jogadores com J maiúsculo, os quais honravam a camisa azul e davam sangue pelo clube. Hoje temos atletas mais preocupados na visibilidade de ser titular e pouco se importando com o sucesso do Maior de Londres. Para voltarmos ao eixo, precisamos amadurecer em termos de gestão – dentro e fora do campo.

Texto por Maria Akemi, jornalista, ex-colaboradora do Chelsea Brasil e torcedora do Chelsea Football Club

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Category: Colunistas