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Nada melhor do que um dia após o outro

Stamford Bridge. Domingo. Clássico. Rola a bola. Pedro. Gol. Euforia. Cahill. Gol. Euforia em dobro. Hazard. Gol. Que categoria. Kanté. Golaço! Caldeirão fervendo. Vitória. Goleada. Olé! Quando o Chelsea entrou em campo no início da tarde deste domingo (23) contra o Manchester United a torcida azul nem poderia imaginar que o reencontro com José Mourinho terminaria da melhor maneira possível. O ex-comandante Blue voltou à antiga casa, reencontrou seus ex-jogadores e deu de cara com a “vingança”.

O cartão de visita ao United de Mourinho veio com menos de um minuto de partida. Pedro aos 33 segundos de jogo fez a torcida ir ao delírio. Um gol relâmpago para desarmar qualquer tática do adversário. O tento deu a tranquilidade necessária para o time de Antonio Conte impor seu estilo de jogo (novamente no 3-4-3). Os visitantes não se encontravam, mérito dos Blues. Na casa dos 20 minutos Gary Cahill ampliou o marcador e vibrou como nunca – merecido, após tantas críticas e atuações abaixo do esperado há algumas semanas.

Antes da goleada torcida relembrou Matthew Harding um dia após o aniversário de 20 anos de sua morte (Foto: Chelsea FC)
Antes da goleada torcida relembrou Matthew Harding um dia após o aniversário de 20 anos de sua morte (Foto: Chelsea FC)

No segundo tempo o United voltou melhor, mas o Chelsea defendia como nunca e viu com Eden Hazard o placar ser ampliado. Assim como Cahill vibrou e lavou a alma, o gol de Hazard foi um desabafo pessoal a Mourinho (vide temporada passada). Com os Red Devils praticamente liquidados coube a Kanté decretar a goleada com um gol de placa.

Mais do que vencer e golear um forte adversário foi recuperar a moral num clássico (perdemos para Liverpool e Arsenal), elevar a moral de alguns jogadores contestados hoje e “queimados” na era Mourinho como Cahill, Pedro, Azpilicueta e Hazard respectivamente; e reencontrar a gana de jogar para orgulhar a torcida.

Conte conseguiu em tão pouco tempo ressuscitar o espírito vencedor do Chelsea. Vibramos como nunca (ele principalmente). O Chelsea versão Conte 2016 é o que esperamos. Porém o ponto alto foi o contraste de Conte vibrando com a torcida azul enquanto os Red Devils nas arquibancadas retiravam a bandeira com o rosto de Mourinho. Uma imagem emblemática: hoje somos o Chelsea de Conte, não o de Mourinho (que já fez muito pelo maior de Londres, na mesma proporção que errou).

PS: Não posso encerrar essa coluna sem antes mencionar a belíssima homenagem a Matthew Harding, diretor do Chelsea. No último sábado (22) a morte de Harding completou 20 anos. Seu legado jamais será esquecido e essa vitória é mais do que justa para celebrar sua história.

As palavras neste texto condizem coma opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Category: Colunistas

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