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Eva Carneiro é uma médica e deveria ser conhecida como tal

Foi duro, desgastante e até mesmo estressante para as três partes. Mas nesta terça-feira tudo foi resolvido. José Mourinho, Chelsea e Eva Carneiro chegaram a um acordo no tribunal e a ação que já durava há cerca de nove meses, teve um ponto final.

Para quem não se lembra, é sempre bom recordar o que houve. Na primeira partida do Chelsea na temporada 2015/16, os Blues recebiam o Swansea City em Stamford Bridge. Com um jogador a menos, os londrinos empatavam em 2-2, quando Eden Hazard caiu em campo, e a Dra. Eva correu ao gramado para fazer o atendimento médico. Mourinho não gostou e distribuiu xingamentos à médica e seus auxiliares.

Eva alegou que foi ofendida pelo português com o termo “filha da p…”, além de outras ofensas por ser mulher. Tinha ainda apoio de testemunhas que comprovaram que o atual treinador do Manchester United, de fato os fez.

A discussão que quero propôr aqui hoje, como você caro leitor já percebeu, não se trata de reforços, ídolos ou afins. Mas como o público feminino ainda sofre dentro dos estádios de futebol, simplesmente pelo fato de serem mulheres.

Como todos sabemos, Dra. Eva Carneiro ficou muito famosa no mundo, não por fazer um bom trabalho médico a frente do Chelsea Football Club. Mas sim por ser bonita. Era (ainda é) tratada como uma musa, um objeto de desejo, não como uma profissional formada em medicina e que cuida do bem-estar dos atletas.

Primeiramente quero que entendam que Mourinho não a via assim, e nem a xingou por ser um ‘objeto’. Nunca disse isso. O português sempre trabalhou enxergando as pessoas a sua volta como profissionais, e isso é inegável.

O que quero dizer é que temos que deixar de lado essa visão machista do futebol. Se Eva estava certa ou errada nesse julgamento, é uma outra história. Temos que parar de enxergar mulheres nos estádios como raridades e objetos, pois estamos no século XXI, e isso já não é mais verdade. Elas vão continuar crescendo e aparecendo cada vez mais nestas bandas.

Lugar de mulher é no campo, no banco de reservas e nas arquibancadas sim!

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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