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E os nossos ídolos?

A torcida do Chelsea vem passando por um dilema nos últimos anos. Os grandes ídolos do clube estão saindo pelas portas dos fundos e assinando com rivais da Premier League. Petr Cech é jogador do Arsenal, Frank Lampard esteve no Manchester City e agora, José Mourinho assumiu o comando técnico do Manchester United. Devemos considerar eles como traidores?

Existem muitos exemplos que apoiam a ideia de que sim, devemos. Por exemplo na Itália, Ronaldo Fenômeno brilhou com a camisa da Internazionale, e anos depois vestiu o rubro-negro do Milan. Parte da torcida dos nerazzuri o consideram um traidor. Por outro lado, Leonardo, grande ídolo na época de jogador do Milan, aceitou o cargo de treinador da Inter. Foi chamado de ‘Judas’.

Os exemplos não param por aí. Na Alemanha, mais recentemente, o Borussia Dortmund vem passando por esse mesmo processo do Chelsea. Talvez até pior, eu diria. Mario Götze, Robert Lewandowski e até mesmo Mats Hummels aceitaram propostas do Bayern de Munique. A torcida aurinegra não os perdoam.

No entanto, o caso no Chelsea é diferente. Como eu mesmo citei ali no primeiro parágrafo, esses três saíram pela porta dos fundos. Mas não saíram brigados com os Blues. Cech era reserva, e um goleiro de seu nível não poderia continuar no banco de reservas. Fez certo ao sair. E ele também não tinha a obrigação de deixar a cidade de Londres. Fez certo em permanecer nela.

Mourinho, todos já conhecemos a história. Chutado pelos próprios jogadores de Stamford Bridge, foi reconhecidamente apoiado pelo torcedor azul. Sua história como o maior técnico de nossa história jamais se apagará. Mesmo no United, o português sempre será amado na capital inglesa.

Lampard tem um caso um pouco mais complicado. Com o contrato encerrado no bairro de Fulham Road, o ex-camisa #8 até deixou a Inglaterra, para não jogar contra nós. Mas quis o destino que o Manchester City o trouxesse de volta para fazer justamente isso e pior: marcar um gol. Alguns fãs do Chelsea não aceitam isso até hoje. Para mim, ele continuará sendo sempre nosso maior jogador de toda história.

Não condeno as pessoas que os acham traidores. Elas tem esse direito. Futebol de fato, mexe muito com o emocional do ser humano. Mas na opinião deste humilde jornalista, com as condições que se deram tais transferências, eu não consigo usar a palavra ‘traíra’ contra eles. Eu seguirei os idolatrando, porém como personagens históricos apenas no Chelsea FC. Que em Arsenal e Manchester United, Cech e Mourinho tenham todo o azar do mundo. O Lampard já deixou o City, então que ele tenha sorte nos EUA…

As palavras escritas nesse texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Category: Colunistas

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