Atrás do gol onde o Chelsea marcou os três gols da partida (Foto: Fellipe Arnold)

Direto de Londres – A emoção de dentro do Stamford Bridge

Atrás do gol onde o Chelsea marcou os três gols da partida (Foto: Fellipe Arnold)
Atrás do gol onde o Chelsea marcou os três gols da partida (Foto: Fellipe Arnold)

O que falar daquele jogaço contra o Everton que tivemos sábado 16/01? Eu tenho algumas coisas para falar sim, afinal estive lá e vou tentar passar o que vi e senti naquele jogo bem típico do inverno inglês, muito frio mas não o suficiente para impedir que lotassem o Stamford Bridge mais uma vez.

Um primeiro tempo bastante sonolento, por incrível que pareça tinha um cara a duas cadeiras ao meu lado que estava dormindo – sim, ele estava até pescando. As duas equipes estavam muito bem armadas defensivamente e o ataque pouco conseguia criar e ter alguma oportunidade clara de gol.

O que mas me deixou irritado foi a maneira de como a torcida estava se comportando naquele primeiro tempo de jogo onde a cada passe errado a cada bola recuada se ouvia muita vaias, reclamações, palavrões e poucas músicas de incentivo foram cantadas. Me deu a impressão de estar no Brasil assistindo a uma partida do campeonato brasileiro onde tem muito “torcedor amendoim” que só sabe reclamar, coisas que são muito difíceis de ver por aqui. Não era para ser diferente, pois os Blues ainda estão tentando se reerguer na tabela e os resultados não estão acontecendo, e é claro que a torcida começa a ficar impaciente e vaiar a cada jogada errada.

Com o placar de zero a zero, as equipes voltaram do intervalo gelado e mostraram outro jogo para a torcida que até acordou com o susto que os Chelsea levou tomando dois gols, um atrás do outro. Naquele momento, o estádio ficou 10 minutos em um silêncio que fazia eco a cada chute ou dividida, mas após um gol bem típico do Diego Costa na raça e do Fabregas, dois minutos depois, começou a aparecer esperança onde não se tinha mais e despertou aquela torcida barulhenta e vibrante – começamos a cantar e incentivar como não havíamos feito em todo o jogo até aquele momento.

Chegando ao final e já aceitando aquele empate, aos 45 minutos do segundo tempo, o Everton ampliou o placar mais uma vez e calou o Stamford Bridge. Mesmo com sete minutos de acréscimos, os torcedores começaram a ir embora desanimados, frustados e reclamando da possível derrota daquele jogo. No entanto, na raça e na vontade de vencer, John Terry virou atacante e mesmo em posição irregular fez um golaço – ali na minha frente, meteu uma letra e foi pra galera literalmente, subiu na placa de propaganda e se jogou pra comemorar junto com a torcida que fez uma grande festa, festa que parecia que tínhamos saído com a vitória, festa que me lembrava da temporada passada que todo jogo a torcida se superava cantando o jogo todo.

Mas, naquele jogo, não daria mais tempo para nada, o juiz apitou o fim do jogo, mas para a torcida era o apito do começo, da reviravolta, da raça e de ver vontade do time em vencer e com tudo isso não pararam de cantar após o fim do jogo.

Parece que grande parte da torcida percebeu que o time está precisando de apoio e de incentivo nesse momento difícil que está passando. Acredito que a partir de agora teremos um clima melhor e só tem a melhorar se conseguirmos a vitória sobre o Arsenal no próximo domingo (24/01) no Emirates Stadium, e eu estarei lá para contar para vocês. E você, acha que a torcida pode ajudar a equipe?

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil
Compartilhe

Comments

Category: Colunistas

Tags: