Será que só o cabelo de Ivanovic que está caindo?

Colunas: Expulsão de Courtois, calvície de Ivanovic, banco fraco e relatos da estreia do Chelsea

Será que só o cabelo de Ivanovic que está caindo?
Terry reclama com a arbitragem

Primeiramente, agradeço ao Lucas Valim que me substituiu na última coluna com um bom texto sobre a omissão do Chelsea no mercado (texto que você pode ler clicando aqui). Neste sábado, o Chelsea estreou na Premier League, e o empate contra o Swansea City pode ser considerado um bom resultado. A expulsão de Courtois no começo da segunda etapa mudou completamente o panorama da partida, que se encaminhava para uma vitória dos Blues – apesar do bom jogo que o clube do País de Gales propunha.

É visível que o Chelsea executou alguns erros que já vinha cometendo na pré-temporada. Eu não costumo levar esse período em consideração, ainda mais com o Chelsea, porque, quase sempre, nós começamos a temporada de maneira positiva. Entretanto, dessa vez eu estou preocupado. Será que vamos manter este desempenho nas próximas rodadas? Tento responder essas perguntas com dois tópicos que devem ser discutidos após a atuação de hoje.

Será que é só o cabelo de Ivanovic que está caindo?

A idade chega para qualquer um e, geralmente, no futebol, isso é terrível. No caso do nosso lateral-zagueiro sérvio isso já acontece. Foi visível perceber ao longo da partida que seu cabelo está caindo e que uma provável calvície é mais que certa. Mas será que o futebol tá acompanhando a queda de seu cabelo? A julgar pela estreia, sim.

Com as saídas de Cech, Drogba e Lampard, Terry se tornou o único pilar da geração de ouro de 2004-2005. E Ivanovic caminha para se tornar o segundo pilar nos Blues. Apesar de ter vindo em 2008, é aclamado pela torcida e pelo clube como um dos jogadores mais decisivos da história recente dos Blues, marcando em muitos jogos decisivos.

A grande questão que envolve o nosso sérvio é saber se o futebol dele começou a cair de rendimento. Muitos dirão que é cedo para julgar e analisar, é verdade. Mas vimos hoje alguns erros já cometidos por ele. Não é difícil observar que o fôlego já não é mais o mesmo. Hoje, por diversas vezes, ele subiu ao ataque e não voltou na mesma velocidade, prejudicando a recomposição defensiva. É esperar para ver se foi apenas uma má performance, ou se a fase ruim realmente chegou.

E se Willian e Oscar não puderem jogar?

Foi visível que após a saída de Oscar, o time perdeu meio de campo. Com a bola, o brasileiro armava com maestria os Blues. Sem ela, marcava Shelvey, volante do time do País de Gales. No primeiro tempo, sem a marcação encaixada, Shelvey até criou. Já na segunda etapa, até a saída de Oscar, a marcação havia melhorado – apesar do lançamento para Gomis, no lance da expulsão de Courtois, ter sido feito pelo careca número 8.

No gráfico abaixo, é possível ver a atuação do volante ex-Liverpool, que era o responsável pela saída de bola do time adversário.

Mapa de calor de Shelvey  (Foto: AS)
Mapa de calor de Shelvey (Foto: AS)

Além de Oscar, quem também jogou hoje foi Willian. Um pouco abaixo que seu compatriota, é verdade. Porém, jogando pela direita, Willian tem ajudado na recomposição defensiva quando Ivanovic vai ao ataque. Hoje, falhou no lance da expulsão de Courtois ao sair jogando mal pelo meio.

Observando e analisando os papéis importantes dos meio-campistas brasileiros, cogito e fico com medo ao analisar os possíveis substitutos. O reserva para o lugar de Willian, na partida de hoje, por exemplo, era Moses (?). Por mais que o nigeriano tenha ido bem no Stoke, ele não tem qualidade para jogar aqui. Além de Moses, temos Ramires – que quebra um galho como meia-direita – e Cuadrado, que não ficou no banco hoje – por motivos não explicados por Mourinho.

Cabe ao Chelsea aproveitar essas três semanas que restam de mercado, e ir atrás de um reserva à altura dos dois brasileiros. Caso contrário, sofreremos na temporada.

Sem explicação: Comentei aqui em cima, mas reitero: onde está Cuadrado? Gastamos muito dinheiro com ele, e até agora o retorno foi zero.

Em tempo: A contratação de Stones, se acontecer, provocará um misto de emoções para os torcedores blues. A jovem promessa inglesa é um bom zagueiro e chegaria para pressionar Cahill nos 11 iniciais. Por outro lado, tiraria o espaço de Kalas e Aké, da base azul.

Dica de amigo: O início de mais uma temporada foi o assunto escolhido por Diego Lepre em sua análise sobre o que podemos esperar do Chelsea na temporada 2015/2016. Vale a leitura.

Corneta da semana: Márcio Canedo trouxe que Salah foi negociado por empréstimo, com passe fixado, à Roma. Por que o Chelsea não aproveitou e vendeu logo? Em sua curta passagem por Londres, o egípcio não jogou bem e não vai deixar saudades.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

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