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Colunas: Balanço final – Goleiros e Defensores

Destaques (Foto: Zimbio)

A temporada 2014/15 do Chelsea marcou o início de uma era de cobranças. José Mourinho prezava pela paciência no seu retorno à Londres, mas a partir do segundo ano algumas coisas devem mudar. Entrosamento do time, encaixe de novas peças, sintonia com a filosofia do treinador. Esses conceitos amadureceram ao longo do início de trabalho do português, e hoje aqui estamos. Quatro títulos disputados, dois conquistados. Promissor.

Apesar da introdução, aqui os holofotes não serão voltados para o trabalho de Mourinho. Mas sim para os “seus protagonistas”. Para você, que acompanha diariamente o Chelsea Brasil, o formato de “homem do jogo” será seguido nessa publicação. No entanto, o objetivo é fazer um apanhado de todas as partidas da temporada. A primeira parte da publicação será voltada aos goleiros e aos defensores do Chelsea.

Tenha uma boa leitura.

Thibaut Courtois – Goleiro

O belga foi uma das figuras polêmicas da temporada, e seu processo para alcançar a titularidade gerou muitas discussões. A pressão para que ele chegasse ao posto de Petr Cech era natural, e inevitável. Mas isso acabou sendo um pequeno pesadelo.

Courtois não conseguiu alcançar o posto de “milagreiro”, que teve em Madrid. Mas não deixou de fazer uma temporada boa. O seu principal problema veio da “arquibancada virtual”. Um gol que o Chelsea sofria e culpa caía sobre o goleiro. O ápice do absurdo foi a derrota para o Tottenham, no primeiro dia do ano. Courtois foi massacrado pelos torcedores, mesmo sem ter culpa direta em nenhum dos cinco gols.

Por fim, teve sua redenção na Capital One Cup e em partidas importantes da Premier League. A pressão de um substituto de Cech já era esperada, mas foi exagerada. Que ele tenha paz.

Nota: 7

Petr Cech – Goleiro

Fez sete jogos e em cinco deles não sofreu gol. Demonstrou ainda ser mais goleiro que Courtois, mas respeitou as decisões de Mourinho e soube abrir espaço para o talento belga. Teve a oportunidade de jogar a última partida da Premier League e a final da Capital One Cup, tendo participação segura em ambas as ocasiões.

O ciclo do ídolo muito provavelmente se encerra, e agora só resta torcer para que a diretoria sabia conduzir bem a sua saída. O caso Lampard não pode se repetir. Obrigado por tudo e boa sorte.

Nota: 7,5

Passagem de bastão (Foto: Eurosport)

Branislav Ivanovic – Lateral-direito

Foi mais efetivo que Azpilicueta e Filipe Luís ofensivamente. Marcou gols decisivos e tem média de uma boa situação criada por partida. Também é impossível não citar a sua presença (38/38 jogos na Premier League). Mas os elogios param por aí.

Observando seu início pelo Chelsea, o cenário se inverteu, visto que sua parte defensiva sempre foi ponto forte. Hoje em dia, acaba deixando bastante espaços, toma um número alto de cartões amarelos por botes errados e, proporcionalmente, rouba ou intercepta menos bolas do que os seus dois concorrentes. Acaba vencendo eles em disputas aéreas e “chutões”, que vem muito mais de requisitos físicos.

Ivanovic está muito longe de ser um lateral ruim, mas fica claro que seus feitos no ataque acabam mascarando erros defensivos. Não podemos cobrar a sua cabeça, mas vê-lo como intocável nas escalações é ponto de discussão. Espaços precisam ser abertos.

Nota: 6,5

César Azpilicueta – Lateral-direito/esquerdo

Subestimado. Dentro da ideologia de José Mourinho, é um jogador perfeito. Eficiente em desarmes, interceptações, bloqueios e jogo aéreo. Suas falhas defensivas são raras, e fazem Hazard, por exemplo, não ter tanto trabalho para a recomposição. O oposto ocorre no outro lado do campo, na relação Ivanovic-Willian.

O ponto destoante fica por conta de seu jogo ofensivo limitado. Mais uma vez, sua participação em assistências e criação de jogadas foi baixa. Não chega a ser uma crítica, visto que sua principal função é trabalhar duro para o bom funcionamento do time, mas fica a observação. Por não ser um ambidestro, muitas vezes não tem o recurso da linha de fundo para a construção de algumas situações. Uma mudança de lado poderia resolver esse problema.

Nota: 8

Azpilicueta firmou sua titularidade com grandes atuações (Foto: Zimbio)

Filipe Luís – Lateral-esquerdo

No Atlético de Madrid, Filipe conseguia equilibrar perfeitamente o jogo ofensivo e o defensivo. Era um lateral “perfeito”. Em Londres, sua participação foi limitada, mas não pode ser considerada fraca.

Apesar de criar um bom número de situações ofensivas (quase uma por jogo, um pouco abaixo de Ivanovic), o brasileiro não conseguiu fazer com que nenhuma delas se convertesse em gol. Defensivamente, é mais eficiente que os outros laterais nos desarmes, mas peca na maioria dos outros quesitos.

Para os radicalistas, já devemos vendê-lo. Se Fàbregas e Diego Costa se adaptaram rápido, Filipe ainda está em processo de amadurecimento. Vale lembrar que, ao contrário dos seus dois ex-companheiros de equipe, o lateral não chegou para ser titular. É tudo uma questão de tempo e encaixe.

Nota: 6

John Terry – Zagueiro

Faltam adjetivos. Aos 34 anos, fez uma temporada de “tempos de auge”. Disputou todos os jogos da Premier League e teve desempenho brilhante.

Mesmo sendo um zagueiro de sobra, teve número de desarmes e interceptações superiores aos de Cahill. Sua cobertura é excelente e o jogo aéreo (defensivo e ofensivo) também. Foi o principal símbolo de regularidade durante a campanha, cometendo poucos erros bobos e levando pouquíssimos cartões por erros defensivos. Prova disso é uma temporada isenta de suspensões. A idade só melhora John Terry.

Nota: 9,5

Gary Cahill – Zagueiro

Mesmo agradando em números, sua temporada teve muitos “baixos”. Foram incontáveis as vezes em que ele realizou botes errados ou falhou nas coberturas. A inclusão na seleção da Premier League acabou sendo duvidosa (pra não dizer engraçada).

Seu desempenho na temporada 2013/14 esteve longe de ser repetido, quando foi, inclusive, um dos melhores jogadores do Chelsea. É reconhecido o potencial de Cahill, mas já é hora para buscar novas saídas. Não é sempre que poderemos contar com ele.

Nota: 6,5

Kurt Zouma – Zagueiro

Teve temporada de ascensão, e foi muito bem quando testado. Tem números intimidadores e demonstrou, inclusive, versatilidade. Se Cahill tem que ser visto com outros olhos, sua principal sombra não deve estar o mercado de transferências, mas sim no banco de reservas.

Não vou me alongar tanto nesse espaço, até porque já escrevi algumas linhas sobre ele há um tempo. O fato é que a titularidade não está distante para o francês, muito elogiado pela imprensa, pelos torcedores e por José Mourinho. É o futuro da defesa.

Nota: 7

Terry e os aprendizes (Foto: Fox Sports)

Christensen e Aké – Zagueiros

Juntos, somaram 31 minutos de jogo na Premier League. São promissores e possivelmente terão avaliação mais apropriada nas próximas temporadas. Assim esperamos.

Após ótimo desempenho na base, garotos esperam oportunidades (Foto: Chelsea FC)

*Dados utilizados no texto: Squawka.com

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Category: Colunistas

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