Conte elogiou a nova contratação, Michy Batshuayi, que estreiou com gol. (Foto: ESPN FC)

Batshuayi, que bom que você veio

Até o momento, o Chelsea fez três partidas oficiais nesta temporada. Em um tempo ainda de transição e adaptação, posso dar dois destaques super positivos. Primeiramente, Antonio Conte. É impossível evitar falar do treinador que exala paixão. Se os jogadores forem contagiados por sua vontade e vibração, estaremos feitos no ano. Em segundo lugar, Michy Batshuayi, o assunto da coluna de hoje.

Confesso que fiquei receosa quando o belga foi anunciado no time. Apesar de seu talento, era mais uma daquelas apostas arriscadas que o Chelsea tem feito nos últimos anos. Com a carência na posição, já que Diego Costa tem futuro incerto, Remy mal entra em campo e Falcao Garcia estava de saída (finalmente), era necessário contratar um nome que pudesse dar conta do recado. E Michy, parceiro de Eden Hazard na seleção da Bélgica, foi o nome escolhido.

Ex-Olympique de Marseille, ele custou 33 milhões de libras aos nossos cofres e se tornou a maior venda da história do clube francês, batendo apenas a de Didier Drogba, também para o Chelsea, em 2004, por 24 milhões de libras. Está certo que Batshuayi já viveu episódios não muito bons de se lembrar, como sua saída do Anderlecht por mau comportamento. No entanto, aos 22 anos, ele tem um histórico de 198 jogos disputados e 77 gols marcados. Não é para qualquer um.

“Ele é um jogador jovem, mas muito forte, com boa técnica. Ele usa os dois pés, tem grande talento. Estou muito feliz que Batshuayi tenha se juntado a nós”, disse Antonio Conte.

Seu início no clube de Stamford Bridge foi animador. Em três partidas – sendo apenas a última como titular -, ele marcou três gols e deu uma assistência. É claro que precisamos ter cautela com o jovem. Gostando ou não, o Chelsea não tem tido muita sorte com a maioria dos atacantes nos últimos anos. O grande exemplo disso é Fernando Torres que, em grande fase no Liverpool, se tornou irreconhecível com a camisa azul. Vamos (tentar) frear a empolgação, mas sempre mantendo a esperança em alguém que, assim como Zouma, pode ser uma boa surpresa para a torcida.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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