Diego Costa is on fire! O coração do Chelsea de Conte segue balançando as redes (Foto: Glyn KIRK / AFP)

As primeiras dez páginas de dois ‘livros’ bem diferentes

De um outubro ao outro, muita coisa mudou em Stamford Bridge. Da ameaça de rebaixamento (ainda que apenas na questão numérica) à disputa pela principal taça do país. O Chelsea 2015/16 nem de perto se assemelha à sua versão 2016/17. Para entender melhor isto, vamos confrontar os números após os dez primeiros jogos do time nas últimas duas temporadas.

No sábado, dia 24 de outubro de 2015, o Chelsea entrou em campo para encarar o West Ham, fora de casa, pela décima rodada do Campeonato Inglês. Os então comandados de José Mourinho saíram atrás com o gol de Mauro Zárate, aos 17 minutos de jogo. Para piorar, Matic foi expulso no fim do primeiro tempo. Ainda assim, Cahill empatou aos 11 da segunda etapa. Mas os Hammers garantiram a vitória no minuto 34, graças ao tento de Andy Carroll. Com o revés, os Blues ficaram na 15ª colocação, parando nos 11 pontos adquiridos em três vitórias, dois empates e cinco derrotas. A defesa era a terceira pior da competição (19 gols sofridos), junto com a do Sunderland, à frente apenas dos empatados no topo (Bournemouth e Newcastle – 22 cada) e do vice neste quesito, o Norwich City (21). Já o ataque havia produzido 15 gols.

Carroll supera a marcação e anota gol da derrota do Chelsea em 2015
Carroll supera a marcação e anota gol da derrota do Chelsea em 2015, pela décima rodada

Pouco mais de um ano depois, o Leão de Stamford Bridge voltou a campo pela mesma rodada e mês. O território também pertencia ao oponente. As diferenças eram o dia – agora um domingo, 30 – e o rival. O Southampton não perdia como anfitrião desde fevereiro, só que o momento vivido pelo time de Antonio Conte foi mais forte do que quaisquer estatísticas. Então, veio o quarto triunfo consecutivo na atual temporada.

Dos 11 jogadores que iniciaram o confronto diante do West Ham no ano passado, cinco estiveram em campo desde o começo neste domingo. Azpilicueta, Cahill, Matic, Diego Costa e Hazard. Os dois últimos foram justamente os responsáveis pela vitória autoritária por 2 a 0. Além deles, Willian, que tinha sido titular na ocasião anterior, agora entrou ao longo da partida.

E não foi só o resultado que mudou de uma temporada para a outra na mesma altura do campeonato. Se os londrinos flertavam com a zona de rebaixamento outrora (a três posições e cinco pontos de distância), desta vez existe uma diferença de somente um ponto em relação ao topo da tabela. Manchester City, Arsenal e Liverpool dividem a liderança – todos com 23 pontos. O Chelsea aparece logo atrás, é o quarto, fechando a faixa de classificação para a próxima Uefa Champions League. Uma campanha completamente oposta… Sete triunfos, uma igualdade e dois reveses, além de 21 gols pró e nove contra. Outro fator a se destacar é que, nos quatro últimos compromissos, os azuis balançaram as redes adversárias 11 vezes – apenas quatro a menos do que a equipe fez em toda a campanha anterior.

Números não garantem a representação verdadeira da realidade. Mas, quando a discrepância entre os objetos de estudo é gritante, eles acabam sendo autoexplicativos. As demais dessemelhanças que envolvem os dois times comparados o torcedor pode apontar por si mesmo, ao acompanhar cada duelo, como num jogo dos sete erros. Neste caso, ele irá se deparar com um jogo de vários erros…

As palavras no texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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