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A temporada dos renegados

Qual a cara do Chelsea versão 2016? Esse questionamento paira sobre minha cabeça há algumas semanas muito graças ao trabalho de Antonio Conte no comando dos Blues. É notório o crescimento da equipe em tão pouco tempo nas mãos do italiano. Conte chegou e percebeu um fato: seus jogadores não são brilhantes, não são craques, ainda faltam peças. Em cima disso percebeu as falhas, ajustou o esquema tático e deu espaço para alguns nomes preteridos na última temporada.

Cesc Fàbregas, Eden Hazard e Pedro são apenas alguns a se mencionar. O trio teve um desempenho abaixo do esperado com José Mourinho. Inegavelmente fizeram corpo mole em alguns jogos, foram de estrelas na conquista da Premier League a peças descartáveis na fatídica temporada sem conquistas. Hoje a realidade é outra. Hazard voltou a jogar o fino da bola, Pedro começou a ter atuações mais consistentes e Fàbregas quando acionado vai bem, mas é difícil assumir a titularidade quando N’Golo Kanté e Nemanja Matic jogam em alto nível.

Moses tem se destacado pelas boas atuações nessa temporada
Moses tem se destacado pelas boas atuações nessa temporada

No entanto o personagem principal – a quem estou devendo um texto há algumas rodadas – é o nigeriano Victor Moses. Moses chegou ao Chelsea em 2012. Conviveu com empréstimos e retornou ao Stamford Bridge neste ano como aposta de Conte para os Blues. A confiança depositada pelo italiano valeu a pena.

Hoje Moses é uma das principais engrenagens da equipe. Tem se destacado desde a pré-temporada tanto ofensivamente nas assistências e criação de jogadas pelas pontas ou pelo meio, assim como na reposição defensiva. Em 10 partidas já somou três gols e seis assistências, números estes os quais representam uma volta triunfal para quem foi de renegado a ter seu nome cantado e aplaudido pela torcida durante os jogos.

Moses talvez seja a maior prova do ótimo trabalho realizado até o momento por Conte. Em poucos meses além de recuperar o bom futebol dos Blues (bom não precisa ser aquele que salta aos olhos, mas sim o que vence partidas jogando bem e se impondo contra o adversário taticamente), recobrar a confiança dos atletas (abalada pela temporada ruim), o italiano fez algo mais importante: tirar o melhor de seus atletas fazendo com que eles evoluam. Moses que o diga…

As palavras neste texto condizem coma opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Category: Colunistas

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