Clássico de domingo reafirma necessidade de ambição nos pontos corridos

“É melhor ganhar uma e perder outra do que ficar invicto empatando duas”. Essa frase (ou algo bem parecido com isso) já foi dita várias vezes por alguns treinadores brasileiros, em referência aos campeonatos de pontos corridos. Nesta temporada, a Premier League vem se apresentando como um ótimo exemplo desta teoria. Mais especificamente, o próximo compromisso do Chelsea exemplifica com êxito a situação.

Obviamente, só em realizar a simples conta em questão, a lógica já aparece com nitidez. Três pontos de um triunfo mais zero de um revés é igual a três; enquanto duas igualdades levam a dois pontos (1+1). Então, entrando no que interessa, é possível observar que, embora ocupe a quinta colocação, 18 pontos atrás do líder, o Manchester United (rival em questão) sofreu somente três derrotas (os Blues têm uma A MAIS). A equipe de José Mourinho é a que menos foi derrotada em todo o torneio, ao lado do Tottenham.

Da mesma forma, se o Chelsea tomou 25 gols até aqui, o United foi buscar a bola em sua própria meta 24 vezes. Mas onde está “escondida” tamanha desigualdade verificada na tabela de pontuação? Primeiramente, os azuis “fabricaram” 65 gols, contra 46 dos oponentes em comparação. Como consequência, o placar do número de vitórias é gritante: 24 a 15. Isso porque, se a galera de Antonio Conte empatou apenas em três oportunidades, os “inimigos” mais próximos de Guardiola terminaram em igualdade com os adversários por 12 ocasiões: o quádruplo do leão londrino. Daí vem o abismo no aproveitamento: 80,6% do lado azul e 63,3% pela parte vermelha.

No próximo domingo, em Old Trafford, às 12h (no horário de Brasília), as estatísticas não entrarão em campo uniformizadas. Porém, se alguém quiser entender, ao longo do jogo, o motivo de uma distância tão significante, bastará notar o quão fundamental é estar em cena no gramado de forma ambiciosa e com o entendimento de que mais vale correr o risco de ir para o tudo ou nada em 90 minutos do que se contentar com aquilo que o placar já lhe “garante” no soar do primeiro apito do árbitro.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

Tags: