Cada vez menos britânico, Chelsea contratou Drinkwater para suprir carência de atletas da nacionalidade inglesa

A contratação de Danny Drinkwater no deadline day, não foi uma mera aquisição para compôr elenco ou agregar qualidade ao mesmo. Existiu, ao meu ver, outro motivo para que o volante ex-Leicester City aterrissasse em Stamford Bridge para atuar pelo Chelsea.

Primeiramente, quero deixar claro que não estou questionando o jogo de Drinkwater, que precisava de um salto em sua carreira. Tomou o mesmo rumo do ex/novo parceiro, N’Golo Kanté, para seguir disputando títulos entre as grandes equipes inglesas.

Cada vez mais estrangeira, a Premier League vem tendo dificuldades para revelar novos atletas britânicos ao mundo. O impacto disso se vê no English Team que perdeu muita força na última década. Antes temido com nomes como os ex-blues Frank Lampard, Ashley Cole e John Terry, hoje já não há uma estabilidade no esquadrão nacional. É bem verdade que o Tottenham vem ‘salvando’ essa geração com alguns atletas como Dele Alli e Harry Kane, mas ainda não é o suficiente para uma seleção tão pressionada a conquistar troféus pela mídia.

Hoje por exemplo, no elenco azul londrino, existem apenas quatro britânicos, sendo eles: o próprio Drinkwater, o novo capitão Gary Cahill e os jovens Jake Clarke-Salter e Kyle Scott, que convenhamos pelo histórico do Chelsea, receberão poucas ou nenhuma oportunidade nessa temporada.

Os Blues, aliás, são a equipe com a maior cota estrangeira de toda a Premier League, com mais de 70% de seu elenco vindo de fora da Inglaterra. Embora sejamos brasileiros e fiquemos felizes ao saber que existem três tupiniquins (Willian, David Luiz e Kenedy) no time, para os ingleses é um sinal vermelho de emergência.

E é aí que se encaixa a contratação de Drinkwater. Satisfazem-se os torcedores na Inglaterra por verem alguém de seu país no time, satisfazem-se o alto escalão da Football Association por ver o Chelsea cumprindo a cota nacional e por fim, satisfaz-se Gareth Southgate, técnico do English Team por ver um atleta selecionável indo a um clube que tem outro patamar em comparação ao Leicester.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Article by: Vinícius Paráboa