Caballero: semelhança com quase xará e carreira

Wilfredo Daniel Caballero Lazcano, 35 anos, é o mais novo integrante do elenco do Chelsea, anunciado de forma oficial no último sábado (1), embora a sua chegada já tenha sido revelada pela imprensa britânica há algum tempo. Para começar, não confundi-lo com Pablo Cavallero, também goleiro e argentino, e que, justamente por essas semelhanças, costuma causar confusão nos amantes do futebol, principalmente os que pegaram o fim da carreira de um e a consolidação do outro.

Pablo, mais velho (hoje com 43 anos), foi titular da Seleção da Argentina na asiática Copa de 2002, após ser reserva de Roa e de Burgos na França em 98. Também tem na bagagem a Copa América de 2004 (sediada no Peru) e a Olimpíada de 96 (Atlanta). Jogou no Vélez Sarsfield (ARG), Unión de Santa Fe (ARG), Espanyol (ESP), Celta de Vigo (ESP), Levante (ESP) e Peñarol (URU).

Já Willy (apelido de Wilfredo) iniciou a carreira no Boca Juniors em 2000. Depois, vestiu as camisas de Elche (ESP), Arsenal de Sarandí (ARG), novamente Elche, Málaga (ESP) e Manchester City (ING), antes de chegar agora ao Chelsea. Pela seleção de seu país, tem no currículo a Copa das Confederações de 2005 como competição mais importante, a qual os alvianis perderam de goleada a final para o Brasil, em solo alemão. Também participou da Olimpíada de 2004, na Grécia.

Foi no último paradeiro na Espanha que o Caballero com “b” (e não “v”) teve os momentos de maior protagonismo na Europa, sendo um dos destaques da equipe que lutou até as quartas de finais da Uefa Champions League 2012/2013, caindo para o Borussia Dortmund. No Manchester City, sofreu com algumas das ideias controversas e pouco discutidas de Pep Guardiola, a ponto de ser reserva de Bravo (excelente com os pés e questionável com as mãos), que parece só se destacar mesmo quando honra o manto do Chile – um daqueles poucos casos do futebol em que o atleta atua melhor pela seleção do que em clubes. A “titularidade” do arqueiro argentino chegou com atraso: apenas na reta fina da temporada.

Agora, o cenário é outro. Willy trocou o azul do emergente de Manchester pelo do atual campeão inglês. O que deverá ser mantida é a condição do jogador: suplente. Só que agora por ter alguém tecnicamente superior (Courtois), e não por capricho do treinador. Boa sorte ao veterano na carreira e novato em Stamford Bridge!

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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