Aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando…

“Aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, foram as palavras que Luís Vaz de Camões usou para definir aqueles que pelos seus feitos jamais serão esquecidos, escapando assim da “lei da morte”, ou seja, do esquecimento.

Camões referia-se aos marinheiros portugueses que tinham descoberto o caminho marítimo para a Índia, mas a frase pode perfeitamente ser aplicada a qualquer grupo de indivíduos que ultrapassa condições extremamente adversas e recupera, vencendo os obstáculos mais complicados, atingindo um grande objetivo no final. Ou seja, pode ser perfeitamente aplicada ao Chelsea de 2016/2017 caso acabemos por conquistar o tão ansiado título.

“Bem”, estará o caro leitor a pensar, “ganhar a liga é bom sim, mas isso não garante que nunca mais sejam esquecidos”. Afirmação justa e verdadeira sim, mas o modo como o Chelsea o fará (se o fizer e estou convicto que sim) será tão sensacional, que marcará a história do clube não como (apenas) mais um título de campeão mas como um dos mais definitivos e celebrados, será tão surpreendente e invulgar, será tão grandioso, que marcará a história da Premier League. Senão, vejamos algumas das caraterísticas deste título hipotético mas possível:

  • Seria conquistado no ano seguinte a pior época de sempre do Chelsea na Era Abramovich (ou seja desde que passou a contar na luta pelo campeonato);
  •  Seria conquistado após a pior defesa de sempre de um título na história da Premier League;
  • Seria conquistado por um treinador que se estreava em Inglaterra e que montou um sistema tático nunca antes usado com sucesso em terras de sua majestade;
  • Seria conquistado, pela primeira vez, sem um contributo importante da grande geração do Chelsea vitorioso de outrora (Drogba, Lampard, Cech…), dando o (possível) impulso necessário para iniciar uma nova era de conquistas com uma nova geração.

Todas estas circunstâncias fariam com que este grupo de jogadores e equipa técnica jamais fossem esquecidos. esperemos que isso aconteça, e, caso ocorra, cá estaremos no Chelsea Brasil para o “espalhar por tudo a parte”, certamente com muito “engenho e arte”.

As palavras neste texto condizem com a opinião da autora, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Category: Opinião

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