Petr Cech: Uma vez azul, eternamente azul (Foto: Getty Images/Reprodução)

Deixar o Chelsea era a única alternativa de Cech se valorizar. E sua justificativa é válida

Um dos maiores ídolos do Chelsea. Símbolo do crescimento imensurável dos Blues nos últimos anos. O maior goleiro da história do clube. Esse é Petr Cech, um atleta que sempre honrou ao máximo a camisa azul e, mesmo atuando agora por um rival, não deixará nunca de ser um verdadeiro Blue.

Contratado junto ao Rennes, da França, por cerca de £11 milhões de libras, o arqueiro tcheco conseguiu se firmar com um dos melhores de sua posição em pouco tempo e até hoje ostenta a nomenclatura. Defesas inacreditáveis, títulos atrás de títulos e vários prêmios individuais fizeram com que o goleiro se tornasse uma lenda viva de Stamford Bridge.

Em sua chegada a Londres, Carlo Cudicini era um goleiro respeitado e admirado por todos no Chelsea, mas José Mourinho optou por colocar Cech como primeira opção e essa decisão está mais do que justificada até os dias de hoje. Mas assim como Petr desbancou Carlo, Thibaut Courtois chegou para mudar a história de Cech no clube. Se antes o tcheco era indiscutível o número de todos os técnicos que passaram pelo time, Mourinho, mais uma vez decidiu por mudar as coisas e abrir espaço para o jovem arqueiro belga, relegando o camisa um ao banco de reservas.

Por uma temporada, Cech foi a segunda opção do Chelsea para o gol. Courtois não dava espaço e crescia de rendimento na meta. Ainda assim, Mourinho fazia pequenos rodízios entre os goleiros buscando manter Petr sempre motivado. Se vendo sem muitas chances de voltar a ser titular nos Blues, Cech decidiu por rumar um novo destino longe do Chelsea. Nem os títulos da Premier League e da Capital One Cup fizeram com que o goleiro pensasse em ficar em Stamford Bridge.

Cech assinando contrato com o Arsenal: Depois de 10 anos, o goleiro deixa o Chelsea (Foto: Getty Images/Reprodução)
Cech assinando contrato com o Arsenal: depois de 10 anos, o goleiro deixou o Chelsea (Foto: Getty Images/Reprodução)

Final da temporada 2014/2015 e os rumores da saída de Cech cresciam. Mourinho sempre quis mantê-lo no elenco, mas quem não queria ficar era o goleiro tcheco. Já que não existia outra alternativa, a ideia de Mou era vendê-lo para um time fora da Inglaterra, sendo assim, uma medida para não reforçar um rival na briga pelos títulos domésticos. Mas não era o que Petr queria. O arqueiro queria permanecer no país e mais precisamente na mesma cidade. Aparece então Arsene Wenger que quer levá-lo ao Arsenal, mas Mourinho não queria, de jeito nenhum, reforçar o time de seu maior desafeto. Eis que entra Roman Abramovich nas negociações e permite que Cech se mude para os Gunners pela mesma quantia que custara ao seu bolso. Por gratidão a tudo que o goleiro fez ao clube, Abramovich o libera ao Arsenal:

“Eu fiz uma boa escolha. Tive que decidir entre decepcionar os torcedores do Chelsea e ser feliz e depois de 10 anos pensando no clube, me coloquei em primeiro lugar. Não sei se Wenger dorme melhor desde que ele me comprou, mas quando o conheci, ele explicou como funciona o clube e eu gostei. Sabia que o Arsenal ia lutar pelo título, nós só precisamos de consistência”.

Estas foram as palavras de Cech em recente entrevista ao Canal+, emissora francesa, sobre sua ida ao Arsenal. É evidente que muitos torcedores se decepcionaram com a decisão do arqueiro, mas é preciso saber respeitar. Muitos ainda gostariam de vê-lo no Chelsea como o número um, mas no futebol tudo pode acontecer. Courtois teve sua oportunidade e também fez por merecer, assim como Cech fez em 2004. Apesar de estar em um rival, certamente, muitos blues ainda torcem pelo sucesso de Petr. E que ele seja feliz e bem sucedido mesmo, menos contra o Chelsea, claro.

Ao justificar sua decisão, fica claro que Cech optou por primar por sua carreira ao invés de se deixar levar por qualquer tipo de sentimento. Se para a torcida foi dolorido, imagine para o goleiro ter que encarar todos os tipos de julgamentos existentes. Não foi uma tarefa fácil, mas ao escolher o caminho mais árduo, Cech mostrou seu caráter, hombridade e profissionalismo, pois poderia muito bem se aconchegar no banco de reservas e viver o resto de sua carreira escorado nos títulos conquistados. Mas não, o goleiro quis se desafiar e se provar bom o suficiente para ganhar mais troféus em outro time, mesmo esse clube não sendo o mais vencedor dos últimos tempos.

Pelo Chelsea, Cech ganhou uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa, quatro Premier League’s, quatro FA Cup’s, três Copas da Liga e duas Supercopas da Inglaterra em 486 jogos por todas as competições disputadas com a camisa dos Blues.

Em sua última como blue, Cech faturou dois títulos: Premier League e Capital One Cup (Foto: Getty Images/Reprodução)
Em sua última temporada como Blue, Cech faturou dois títulos: Premier League e Capital One Cup (Foto: Getty Images/Reprodução)
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Category: Ex-Blues

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