Terceiro Tempo: Vitória contra o Everton mostra diferentes opções para Lampard

O Chelsea continua firme na briga para se manter entre os quatro primeiros colocados da Premier League após a confortável vitória por quatro a zero sobre o Everton em Stamford Bridge no domingo.

Os comandados de Frank Lampard abriram o placar no primeiro tempo, após um belo gol de Mason Mount. O segundo foi marcado pelo espanhol Pedro apenas sete minutos depois.

Willian fez o terceiro de fora da área, enquanto Olivier Giroud fechou a conta após cobrança de escanteio.

Primeiro Tempo: Uma defesa em constante mudança

O resultado deixa o Chelsea com três pontos de vantagem em relação ao quinto colocado, Manchester United, e com cinco pontos de vantagem sobre o Wolverhampton, sexto na tabela de classificação da Premier League.

O jogo contra o Everton contou com uma escalação que, apesar de inusitada, gerou um bom nível de criatividade e consistência defensiva.

Lampard vem trocando bastante as peças da defesa. No gol, Kepa Arrizabalaga e Willy Caballero disputam a posição que aparentemente ainda está sem dono.

Na defesa, o único jogador que de fato é titular absoluto é o zagueiro alemão Antonio Rudiger. O outro zagueiro já foi Fikayo Tomori, que agora está um pouco esquecido, Andreas Christensen, que entra e sai do time, e Kurt Zouma, que também não convence o torcedor.

Nas laterais, Reece James e Marcos Alonso estão em boa forma, mas são frequentemente substituídos por Cesar Azpilicueta, que joga em alto nível nas duas posições.

Para o confronto contra os Tofees, Lampard resolveu deixar Cabellero, James e Christensen de fora.

O goleiro espanhol Kepa manteve seu lugar no time titular. Ele já havia jogado no confronto contra o Liverpool no meio de semana pela FA Cup, e pode ter recuperado seu status de primeira opção, já que Caballero não aproveitou tão bem as chances que teve.

Kepa foi bem contra o Liverpool e pouco exigido contra o Everton (Foto: BR Football)

A verdade é que Kepa foi pouco acionado durante o confronto contra o Everton, o que dificulta qualquer avaliação sobre seu desempenho. No geral, o Everton conseguiu apenas alguns chutes de fora da área e alguns cruzamentos que acabaram sendo facilmente defendidos pelo ex-goleiro do Athletic Bilbao.

Na lateral direita, Azpilicueta teve uma atuação sólida, completando mais desarmes do que qualquer outro jogador em campo.

Na zaga, Rudiger demonstrou muita calma, freando a maioria dos ataques do Everton. Já o francês Zouma perdeu uma bola para o brasileiro Richarlison no primeiro tempo que gerou a melhor chance de gol do Everton em todo o jogo. Porém, de forma geral, o zagueiro teve uma atuação decente.

Na lateral esquerda, Marcos Alonso teve um jogo apagado, sendo pouco exigido na defesa e com pouca participação ofensiva.

Passemos então para o meio campo, setor mais modificado para o jogo.

Segundo Tempo: Um time diferente do meio para frente

O jovem meio campista escocês Billy Gilmour já havia chamado a atenção no jogo contra o Liverpool na FA Cup no meio de semana. Dessa forma, recebeu a oportunidade de começar seu primeiro jogo na Premier League como titular.

Desempenhando o papel de primeiro volante armador geralmente ocupado por Jorginho, Gilmour demonstrou muita visão de jogo e técnica. Ele recuava entre os zagueiros com muita qualidade de passe, o que ajudou na saída de bola. Além disso, demonstrou alta capacidade de passe e controle de bola, o que foi imprescindível para a transição ofensiva.

Atuando em um meio campo modificado e inédito, ao lado de Ross Barkley e Mason Mount, Gilmour teve atuação destacada, participando de quase todos os lances ofensivos e defensivos dos Blues.

O escocês foi o principal destaque contra o Everton (Foto: The Sun)

O jovem de apenas 18 anos não sentiu a pressão de atuar na liga mais competitiva do mundo, o que chamou a atenção do mundo do futebol. É claro que é cedo para fazer muitas previsões. Diversos jogadores se destacam no início de carreira e acabam não produzindo tudo aquilo que se imaginava.

Todavia, fica a expectativa para o possível surgimento de uma nova estrela em Stamford Bridge.

Barkley também foi um dos melhores jogadores em campo, criando mais chances do que qualquer outro jogador (seis), e oferecendo assistências para os gols de Pedro e Willian. O inglês parece estar em um de seus melhores momentos com a camisa do Chelsea e tem agora a chance de se tornar titular.

Barkley vive um bom momento e briga por titularidade (Foto: SkySports)

O outro inglês no meio campo, Mount, também teve boa atuação. Além de marcar um belo gol no primeiro tempo, foi importante na transição ofensiva e no combate sem bola. Ele saiu machucado, mas mostrou qualidade e raça enquanto esteve em campo.

Já o atacante espanhol Pedro está se recuperando do que vinha sendo uma temporada extremamente decepcionante. Ele parecia estar esquecido pelo treinador Frank Lampard por grande parte da temporada, mas as lesões de jogadores como Christian Pulisic e Callum Hudson-Odoi abriram espaço para seu retorno.

Pedro foi o responsável pela assistência para Mount no primeiro gol dos Blues, além de se posicionar muito bem para receber lindo passe de Barkley e colocar a bola no fundo da rede no segundo.

Além da participação ofensiva nos gols, o espanhol de 32 anos foi importante desarmando, fechando espaços, puxando contra ataques, finalizando e trocando de posição com os outros jogadores de ataque.

Pedro parecia estar esquecido por Lampard (Foto: Chelsea Twitter)

O time do Chelsea é muito jovem e inexperiente. Desde que assumiu o comando da equipe de Stamford Bridge, Lampard já promoveu as estreias de oito jogadores da base. Dessa forma, o retorno de jogadores como Pedro pode ser importantíssimo para a reta final de temporada, dando à equipe uma maior capacidade de manter a calma em jogos decisivos.

Na outra ponta estava Willian, que vem sendo especulado em uma possível ida para o Arsenal. O brasileiro quer mais três anos de contrato para poder renovar, mas o Chelsea oferece apenas dois, o que vem dificultando muito a renovação. Nesse momento, sua saída parece quase certa.

Todavia, em campo, Willian foi muito importante mais uma vez. O brasileiro, que faz uma boa temporada, mostrou toda sua velocidade e agilidade. Apesar de sua idade, Willian mantém sua característica enérgica. Além de marcar um lindo gol de fora da área e ser o assistente do gol de Giroud, o jogador foi criativo durante todos os minutos em que esteve em campo.

Na frente, Giroud teve uma atuação interessante. O francês foi útil para manter a bola e fazer o pivô, ganhando muitas vezes no corpo a corpo e vencendo disputas pelo alto.  Ele foi recompensado ao marcar o quarto gol dos Blues.

O lateral direito Reece James entrou no lugar de Mount e atuou como volante, mostrando boa adaptação à posição.

Já os substitutos Faustino Anjorin e Armando Broja tiveram pouco tempo em campo para que pudessem ser tiradas muitas conclusões.

Prorrogação: O quarto lugar como principal meta

O Chelsea teria uma sequência dificílima de jogos no mês de Março, mas a qualificação para as quartas de final da FA Cup acabou aliviando um pouco o calendário. Os Blues teriam um jogo contra o Manchester City em Stamford Bridge pela Premier League no dia 21/03.

Ainda não se sabe quando esse jogo será disputado. O que se pode dizer é que se trata de um jogo crucial para as aspirações do Chelsea na disputa pelos quatro primeiros lugares da competição nacional.

Com a provável eliminação contra o Bayern de Munique na Champions, o quarto lugar da Premier League se tornou o principal objetivo de Lampard na temporada.

Dessa forma, os próximos jogos do Chelsea são:

Aston Villa x Chelsea – 14/03 – Premier League

Bayern de Munique x Chelsea – 18/03 – Champions League (Oitavas de Final)

Leicester City x Chelsea – 21/03 – FA Cup (Quartas de Final)

West Ham x Chelsea – 05/04 – Premier League

Bruno Pizarro