Terceiro tempo: Um elenco cheio de opções

Trinta e seis. Esse foi o número de jogadores que entraram em campo para defender a camisa do Chelsea nos jogos de pré-temporada. Desse total, alguns já deixaram o clube como é o caso dos jovens Sterling, Ampadu e Palmer. No entanto, quatro grandes nomes ainda não estrearam na temporada. É o caso de Rudiger, Willian, Loftus-Cheek e Hudson-Odoi.

Por mais que a equipe de Frank Lampard tenha jogado em diversos sistemas táticos, um se sobressaiu e deve ser adotado como o oficial para a temporada. A formação 4-2-3-1 é vista com carinho pelos olhos de Lamps e deve propor uma disputa saudável no nosso elenco.

Primeiro tempo: Balanço e a polêmica escolha da camisa 10

Período de pré-temporada para clubes de futebol é marcado por ser muito mais abstrato que concreto. Para o Chelsea não foi diferente. Foram 36 jogadores defendendo os Blues e muitos já foram negociados pela direção londrina. Dos que ficaram, destaque para os homens de frente.

Mount foi bem e mostrou que pode ser uma ótima opção vindo do banco em várias partidas. Abraham balançou as redes no jogo mais importante da pré-temporada (contra o Barcelona) e deu a entender que a maldição da camisa 9 pode ser extinta.

Já Barkley foi o grande nome até aqui. O inglês, que agora atua como meia, mostrou que pode fazer muito mais do que já tinha feito até aqui pelo Chelsea e voltar a ser o Barkley dos tempos de Everton.

Brasileiro será o camisa 10 dos Blues nesta temporada (Catherine Ivill/Getty Images)

A saída de Eden Hazard deixou de sobra a representativa camisa 10. Mesmo com grande apelo dos fãs para que a camisa fosse entregue ao jovem Hudson-Odoi, quem vai herdar o número é o brasileiro Willian. Justo? Pela história, sim. Willian é hoje um dos jogadores que estão há mais tempo em Stamford Bridge. Seu grande problema é ser inconstante. O brasileiro já demonstrou bom futebol em várias ocasiões, mas precisa ser mais sólido. Só assim vai convencer os torcedores de que a camisa 10 está em boas mãos.

A numeração do elenco 2019-20 ficou assim:

1 Kepa Arrizabalaga

2 Antonio Rudiger

3 Marcos Alonso

4 Andreas Christensen

5 Jorginho

6 Danny Drinkwater

7 N’Golo Kante

8 Ross Barkley

9 Tammy Abraham

10 Willian

11 Pedro

12 Ruben Loftus-Cheek

13 Willy Caballero

14 Tiemoue Bakayoko

15 Kurt Zouma

16 Kenedy

17 Mateo Kovacic

18 Olivier Giroud

19 Mason Mount

20 Callum Hudson-Odoi

21 Davide Zappacosta

22 Christian Pulisic

23 Michy Batshuayi

24 Reece James

28 Cesar Azpilicueta

29 Fikayo Tomori

30 David Luiz

31 Jamie Cumming

33 Emerson

Segundo tempo: A grande disputa

“Ele (Mount) me deu um problema porque Ross Barkley também teve uma boa pré-temporada e Ruben Loftus-Cheek estará de volta mais tarde. É bom porque eles são flexíveis, não tem que ser um por um, eles podem desempenhar uma variedade de posições entre si e eu não poderia pedir mais do que Mason fez.”

A declaração de Frank Lampard é interessante em diversos sentidos. Teoricamente Barkley, Loftus-Cheek e Mount brigariam por uma só vaga no esquema 4-2-3-1. Ainda no campo das ideias, vejo o trio disputando a titularidade da posição central na linha de três homens avançados no meio-campo.

Loftus-Cheek novamente terá de brigar pela titularidade no Chelsea (Foto: Yahoo! Sports)

Por mais que nosso comandante tenha explicado que os três são flexíveis e tenham capacidade para jogar em outras funções, será que o trio pode jogar junto? Tenho minhas dúvidas.

Outras posições também vão gerar dúvidas na cabeça de Lamps. Rudiger e David Luiz serão mesmo os titulares absolutos tendo Christensen e Zouma? Jorginho terá um lugar cativo no time titular como foi na temporada passada? Quem serão os meias abertos? Em tese, Willian, Pedro, Pulisic e Hudson-Odoi brigam por apenas duas posições. Mais a frente, outra boa briga. Abraham, Batshuayi e Giroud disputam um só posto.

Prorrogação – O primeiro adversário

A estreia na Premier League vai ser das mais grandiosas. O Manchester United será o adversário em partida que acontece no próximo domingo (11), às 12h30, no Old Trafford.

Se por um lado os Red Devils não são apontados como favoritos a conquista do título, a partida é um clássico com ‘C’ maiúsculo para ambos. Principalmente na década passada, Chelsea e United protagonizaram disputas homéricas pela disputa da Premier League e também pela UEFA Champions League, onde Red Devils venceram na temporada 2007/09.

Na temporada passada, as equipes empataram em Old Trafford por 1 a 1. Gol do Chelsea foi de Alonso (Foto: Chelsea FC)

A partida será a primeira prova de fogo de Frank Lampard. Uma derrota não é absurda, mas certamente vai frustrar qualquer torcedor, desde os mais fanáticos aos mais céticos.

Ainda estamos em formação. Por mais que a equipe parece ter compreendido de forma rápida a mentalidade do treinador, o time ainda não está voando e a tendência é de melhora ao longo da temporada.

Willian Guerra