Terceiro Tempo: Consequência do coronavírus

A pandemia do coronavírus chegou com tudo no futebol inglês. Primeiro, Mikel Arteta, técnico do Arsenal, testou positivo. Horas depois, Callum Hudson-Odoi foi diagnosticado com o COVID-19. Todos esses acontecimentos se deram entre 12 e 13 de março. A BetGold contratou um novo gerente de probabilidades para fornecer algumas das melhores chances quando a temporada começar novamente.

Após o caso de Odoi, o centro de treinamento dos Blues foi prontamente evacuado, todos os funcionários e membros da equipe realizaram testes e foram para quarentena. O quadro médico de Odoi mostrou melhoras nesta última semana, e o atleta já está recuperado e aprimorando a forma física em casa, de acordo com vídeo postado em suas redes sociais.

Callum Hudson-Odoi foi o primeiro jogador da Premier League a testar positivo ao COVID-19 [Reprodução Twitter Chelsea FC]

Os dois casos colocaram em cheque a continuidade da Premier League, haja visto que na quinta-feira (12), a liga tinha determinado o prosseguimento das partidas, contudo, com portões fechados. Dessa forma, a liga decidiu adiar o campeonato por período indeterminado.

Primeiro Tempo: Possibilidades confusas

Com a paralisação não só do Campeonato Inglês, como também da Champions League, o Chelsea, assim como os demais clubes europeus, encontram-se em um dilema: o calendário. Não é possível especular quando o vírus estará controlado no continente europeu, muito menos o momento prudente para o futebol regressar à normalidade.

O desejo dessas entidades é terminar tais competições, mas com a falta de datas, contrato de jogadores chegando ao fim e a temporada 2020-2021 se aproximando, é difícil imaginar a continuidade dessas competições sem alterações nas regras.

O contrato do brasileiro Willian expira em 30/06/2020 [FOTO: DR]

No caso da Inglaterra, discute-se a possibilidade de voltar com as partidas no começo de maio. Neste cenário otimista, os times voltariam aos treinamentos e possivelmente, disputariam os jogos com portões fechados. Restando nove rodadas para o encerramento, a competição seria retomada e finalizada no meio de junho.

Outra possibilidade seria aguardar mais alguns meses, com a liga inglesa retornando entre junho-junho e sendo finalizado em agosto-setembro, postergando portanto o início da nova temporada.

Há ainda duas medidas mais extremas sendo estudadas. A primeira delas seria anular essa edição da Premier League. Não haveria um campeão, times classificados para competições europeias e rebaixamento.

Independente de como seja organizado, a temporada 2019-2020 não será a mesma (Reprodução: Twitter Chelsea FC)

A segunda determinaria o fim do campeonato. Dessa forma, o Liverpool seria o campeão. No entanto, a possibilidade de que os 20 clubes cheguem a um consenso nesse cenário é improvável, principalmente pelas vagas nas competições internacionais e rebaixamento. Ademais, equipes como City, Sheffield, Arsenal e Aston Villa não completaram a 29ª rodada.

No meio do caos causado por essa pandemia, vale ressaltar a postura do Chelsea no combate a pandemia. No dia 18, os Blues disponibilizaram o Millennium Hotel (localizado ao lado de Stamford Brigde e utilizado pelo clube) para os servidores do sistema público de saúde britânica (NHS). A iniciativa veio do dono Roman Abramovich, que arcará com todos os custos. A estimativa é de que o hotel seja usado pelos médicos por até dois meses e ajuda a equipe médica a cuidar dos casos de coronavírus na região.

Segundo Tempo: Os últimos resultados

Mesmo com muitos jogadores lesionados, Frank Lampard parecia ter encontrado a forma para vencer, e muito dos bons resultados vieram na mescla da experiência com juventude.

Na parte de trás, Marcos Alonso e Kepa retomaram seus lugares dentre os titulares. O goleiro foi fundamental na vitória por 2 a 0 sobre o Liverpool, pela FA Cup.

Kepa fez 5 defesas no primeiro tempo- segundo mais número em toda temporada. (Reprodução: BR Football)

Sem poder contar com Jorginho, Kanté e Kovacic, Lampard deu mais oportunidade para Billy Gilmour. O garoto correspondeu de forma positiva ao chamado do treinador, e mostrou que pode ser opção viável quando o ítalo-brasileiro não estiver disponível. Mesmo baixinho, ele se mostrou intenso e agressivo nos desarmes, além de controlar bem o jogo. Além do garoto, Barkley mostrou flashes de sua versão no Everton e contribuiu com um gol e assistência.

O escocês foi o principal destaque contra o Everton , além de ter vencido o Man of the Match contra os Reds (Foto: The Sun)

Na frente, Pedro e Willian finalmente assumiram a responsabilidade que lhes era pedido. A recompensa veio em forma de gols na goleada contra os Toffees, não só para eles, como também para Giroud. Embora o francês esteja de saída, ele se mostrou uma opção mais confiável do que Batshuayi

Já na Champions League, a situação é caótica. Na pior atuação da temporada, o Chelsea foi derrotado, em casa, por 3 a 0 pelo Bayern de Munique. Ao contrário de alguns times que disputaram o duelo de volta, os londrinos não tiveram essa oportunidade, tendo em vista a expansão do coronavírus.

A paralisação da Champions League adia a provável eliminação londrina (Reprodução: BR Football)

Caso haja uma nota data para esse duelo, é improvável que os Blues consigam a classificação. Embora a possibilidade seja pequena, é possível que a UEFA cancele essa edição, já que o torneio está parado até segunda ordem.

Prorrogação: O futuro do Terceiro Tempo

O propósito da coluna “Terceiro Tempo” é trazer ao público uma análise dos acontecimentos semanais da equipe, baseando-se nas atuações dentro de campo. Com a estagnação do futebol, interrompimento dos treinamentos e o período de transferências fechados, a continuidade desse material fica prejudicada.

Dessa maneira, o Chelsea Brasil tomou a decisão de suspender o “Terceiro Tempo” por período indeterminado. Até lá, você pode acompanhar outros conteúdos em nosso site e nas demais redes socias, como Twitter, Instagram e Facebook, além do Bluecast, podcast quinzenal sobre o Chelsea.

Bluecast157

A edição 157 repercute a contratação de Hakim Ziyech e aspectos do time feminino.

Rafael Marson

Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Sem o futebol, não há motivos para viver. Fã incondicional de Drogba e Hazard. #GoBlues