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Reconhecendo suas limitações, Chelsea volta para a Inglaterra com resultado reversível

Enfrentando uma das cinco melhores equipes do mundo, que vêm devastando o futebol francês, o Chelsea soube reconhecer a sua atual condição. Muito dispostos taticamente, os comandados de Guus Hiddink foram derrotados por 2 a 1, ainda assim perdendo algumas oportunidades e surpreendendo o Paris Saint-Germain. Não foi de todo o mal.

O primeiro tempo iniciou-se com um evidente domínio dos mandantes. O destaque ficava por conta da trinca Motta-Verratti-Matuidi, que tomava conta do meio-campo e distribuía muito bem a bola, especialmente para Lucas e Di María que, trazendo para o meio e criando espaços, encontravam facilidade.

Nesse sentido, o volume criativo da equipe francesa tornou o 0-0 nos primeiros quinze minutos de partida um grande feito. Até o momento, Courtois já havia trabalhado três vezes, além de fazer o golpe de vista em chutes de Lucas Moura e Ibrahimovic (de falta), que passaram muito perto da meta. A resposta veio com Diego Costa, após contra-ataque, recebendo cruzamento de Baba Rahman e cabeceando no contra pé de Trapp, que praticou uma defesa incrível.

Depois do sufoco inicial, o Chelsea conseguiu distanciar o PSG de sua área, fechando o cerco com eficiência. No único momento de descuido, Lucas escapou e foi parado com falta. Na cobrança, Ibra contou com desvio na barreira para abrir o placar, já aos 38 minutos. Menos mal que, após cobrança de escanteio, Mikel conseguiu deixar sua marca e levar a partida em igualdade para o intervalo.

Na etapa complementar, o Chelsea voltou ainda mais cuidadoso, assim chamando os donos da casa. Um dos poucos momentos de contra-ataque bem encaixado, Diego Costa parou em Trapp. Tirando esse momento, só deu PSG. E, dessa forma, Courtois teve momentos de brilhantismo.

Em chute de fora de Di María, grande defesa e bola pra escanteio. Depois, Ibra bateu cruzado e o belga novamente interveio. Aos 15, Lucas trouxe da diagonal e novamente exigiu o arqueiro. Nos 22, Di María, de falta, fez o goleiro do Chelsea praticar mais uma defesa. Uma sequência excelente de Courtois que acabou evitando um desastre. O Chelsea só tentou responder aos 30, com Diego Costa, que acabou ficando sem domínio após passe de Oscar e parou em Trapp.

Como resultado da pressão, o PSG alcançou seu gol aos 33 minutos. Passe espetacular de Di María para Cavani, que aproveitou descuido da zaga e bateu na saída de Courtois. Nos acréscimos, após se abrir e tentar o empate, por muito pouco Ibra não fez seu segundo gol da noite, exigindo Courtois. O Chelsea respondeu com Pedro, que finalizou na rede pelo lado de fora. Por fim, apito do árbitro e 2 a 1 no placar. Nada de irreversível e que não possamos descontar em Londres.

Considerações: Em dois momentos, entre o começo de jogo até os quinze minutos, e dos dez da etapa final até o momento do gol de Cavani, o PSG poderia ter construído um placar elástico. Não construiu pois o Chelsea tem um excelente goleiro. Que, aliás, foi bastante criticado pelo segundo gol do PSG. Inacreditável. O belga fechou muito bem o ângulo, e a bola passou no único lugar possível. Méritos totais de Cavani. Os laterais Azpilicueta e Baba sofreram com Lucas e Di María, tanto nos momentos de individualidade quanto nas jogadas de troca de passes. Mas, em especial na segunda etapa, o posicionamento se acertou. A dupla Cahill e Ivanovic estiveve bem, apesar da desatenção do sérvio no gol de Cavani.

No meio-campo, Fàbregas e Mikel, muito dedicados, erraram muito pouco, mesmo atuando na mesma faixa que Verratti e Matuidi, que se apresentavam para o jogo o tempo todo e só não foram mais agudos por conta da boa postura dos volantes do Chelsea. Pedro, Hazard e Willian também cumpriram bom papel tático. O belga, no entanto, desperdiçou alguns contra-ataques por conta de decisões erradas. O mesmo vale para Diego Costa que, mesmo bem e levando perigo em algumas oportunidades, deixou a desejar no coletivismo em várias jogadas.

Dessa forma, temos que, por que não, comemorar o resultado. O forte ritmo do PSG que foi colocado na partida de hoje e poderia ter alcançado proporções catastróficas não será o mesmo em Londres. E o Chelsea, que se comporta muito bem ofensivamente no Stamford Bridge desde a chegada de Hiddink, pode aproveitar. Sem alarde, sem desespero. Estamos no jogo.

Notas:

Trapp – 7,0

Marquinhos – 7,0

Thiago Silva – 6,0

David Luiz – 6,5

Maxwell – 5,5

Thiago Motta – 6,0

Matuidi – 7,5

Verratti – 8,0

Di María – 8,0

Lucas Moura – 6,5

Ibrahimovic – 7,0

Cavani – 7,0

Pastore e Rabiot – sem nota

Courtois – 8,0

Azpilicueta – 6,0

Ivanovic – 5,0

Cahill – 5,5

Baba – 6,5

Mikel – 7,0

Fàbregas – 7,0

Pedro – 6,0

Willian – 6,5

Hazard – 5,0

Diego Costa – 6,5

Oscar – 6,0

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Category: Crônicas

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