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Picos de talento em mais um jogo decepcionante. Dura rotina do Chelsea

É extremamente deprimente pensar que, em pleno mês de março, não temos mais o que disputar na temporada. Sendo assim, já enojados de acompanhar sempre o mesmo time em campo, sem nenhum objetivo a ser buscado, seria o momento de testar alternativas e dar campo para jogadores que buscam afirmação na equipe titular. Certo, Hiddink? Parece que não.

Hoje, diante do West Ham, a cópia do que já vem dando errado. A única mudança foi a escalação de Kenedy no meio-campo, motivada por conta do retorno de Ivanovic. Terry também reapareceu pela Premier League, após um período afastado. No mais, aquela história: sistema tático manjado, variações precárias e insistências de Hiddink (alô, Remy, Oscar e Mikel).

Sorte que, em meio a tudo isso, ainda temos alguns picos de talento. Na temporada, em geral, foi Willian o responsável por nos tirar do buraco. Hoje, foi a vez de Fàbregas, melhor jogador do Chelsea desde a saída de Mourinho. Em duas bolas paradas, o espanhol deu aos Blues a condição de igualdade no placar após estar perdendo para o rival londrino.

O primeiro gol da partida veio dos pés de Lanzini, em um momento que o West Ham já era melhor no jogo, exigindo, anteriormente, duas defesas de Courtois. Aos 17 minutos, entretanto, não houve chance: arrancada do meia argentino, que deixou Mikel para trás e finalizou com muita categoria, sem chances para o arqueiro blue.

O Chelsea adiantou-se após o gol sofrido, mas, ainda assim, tinha muitas dificuldades em criar. Destaque para uma chance de Kenedy, que acabou passando por cima da meta, e outra de Remy, depois de passe realizado por Fàbregas. O West Ham respondeu Creswell, assustando.

Em meio a apatia, o Chelsea contou com a bola parada. E Fàbregas, em momento de muita inspiração já nos acréscimos da etapa inicial, mandou uma cobrança de falta precisa para o fundo da rede.

O segundo tempo, em volume criativo, começou bastante interessante. Aos poucos, ambas as equipes foram se soltando, deixando a marcação em segundo plano. Nesse período, boas chances, especialmente com Payet, que teve gol “salvo” por Terry, e Oscar, que levou muito perigo. Porém, na batalha franca, melhor para os visitantes: bola enfiada por Payet para Carroll, que havia recém-entrado na partida, fazer o gol.

Na reta final, linhas adiantadas e pressão do Chelsea. Em lance polêmico, Loftus-Cheek, que também havia pisado no gramado há poucos minutos, sofreu pênalti. Fàbregas, com tranquilidade, converteu e definiu o placar da partida. Este que, por sua vez, representa a temporada do Chelsea: sofrido, aceitável, “pelo menos não perdeu”.

Notas:

Courtois: 5,5

Ivanovic: 5,0

Terry: 6,0

Cahill: 5,5

Azpilicueta: 5,5

Mikel: 4,5

Fàbregas: 7,5

Willian: 6,5

Oscar: 5,5

Kenedy: 6,0

Remy: 5,0

Pedro: 6,5

Loftus-Cheek: 6,5

Traoré: 6,0

Alexandre Pato: 10,0

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Category: Crônicas

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