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Mais um episódio da temporada que insiste em não acabar

Vulnerabilidade. O Chelsea melhorou do meio pra frente desde a chegada do bombeiro Hiddink, que acrescentou uma simpática marcação pressão e a posse de bola mais constante. Entretanto, a defesa, grande ponto crítico no começo da temporada, não apresentou evolução. E pior: com as lesões de Zouma e Terry, titulares, coube a Cahill, que faz a pior temporada da sua carreira, e Ivanovic, já a beira da aposentaria, a tarefa de assumir a zaga.

Nas laterais, Baba, que, apesar de ser um valor técnico interessante, é driblado por qualquer jogador da Premier League, e Azpilicueta, que parece ter se habituado melhor ao lado esquerdo, caindo consideravelmente de produção. Combine isso ao fato de o confronto do final de semana ser contra o Manchester City, semifinalista da UEFA Champions League e dono do melhor elenco da Inglaterra. E tem gente que coloca a culpa em Courtois.

Como bem destacado por Mauro Cezar Pereira durante a transmissão, o City encontrou sua cara: Pellegrini não tem mais a necessidade de dominar o adversário, esperando pela ação de seus oponentes. Dessa forma, eliminou o PSG, e, hoje, aniquilou o pobre Chelsea. Todos os grandes momentos se originaram de contra-ataques, sem exceções.

Nos primeiros minutos, Loftus Cheek, ditador de ritmo dos últimos jogos, teve uma ótima oportunidade, assim como Pedro, que foi barrado por Otamendi em cima da linha. Mas não demorou para a resposta acontecer. De Bruyne, aquele que Mourinho não quis, exigiu um pequeno milagre de Courtois, em lance decorrente de uma recomposição terrível do Chelsea.

Minutos depois, De Bruyne, novamente, teve tranquilidade e qualidade para construir um contra-ataque pelo lado de Baba Rahman. Na sequência, deu a assistência para Aguero, que começou a construir sua atuação perfeita com um gol de fora da área.

O sonho de qualquer atacante é enfrentar uma zaga composta do Cahill e Ivanovic. Em especial quando ele está entre os três melhores finalizadores do mundo. No começo da segunda etapa, o Chelsea seguiu atacando desordenadamente, o os contragolpes se construíam com uma facilidade assustadora. Diego Costa perdeu a bola, e o City construiu, a partir disso, seu segundo gol, com muita simplicidade. De Bruyne, Nasri, Aguero, rede. Mais um na conta do argentino.

Com algumas mudanças, todas feitas entre jogadores da mesma posição, o Chelsea nunca esboçou, de fato, uma verdadeira reação. Para fechar o dia com chave de ouro, o City conseguiu, através de Fernandinho, uma ótima jogada que culminou em pênalti cometido por Courtois. Expulsão do belga e mais um do atacante e camisa 10 do Manchester City.

O “diferencial” na partida de hoje com relação as últimas foi a apatia generalizada. Os que costumam atuar bem, não atuaram, sem nenhuma criatividade. Os que já fazem um 2015/16 terrível só confirmaram o porque da situação do Chelsea ser tão ruim. Por que essa temporada não acaba logo?

Notas:

Courtois: 4,0

Azpilicueta: 4,5

Cahill: 2,0

Ivanovic: 2,5

Baba: 1,0

Mikel: 3,0

Fàbregas: 2,0

Willian: 4,0

Loftus Cheek: 5,0

Pedro: 5,5

Diego Costa: 2,0

Kenedy: 4,0

Traoré: 2,5

Begovic: sem nota

Hart: 6,0

Zabaleta: 5,5

Otamendi: 8,0

Mangala: 7,0

Kolarov: 6,0

Fernandinho: 8,0

Touré: 7,5

Nasri: 7,0

De Bruyne: 8,5

Navas: 6,5

Aguero: 10,0

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Category: Crônicas

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