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Instabilidade técnica/física/emocional: um resumo da temporada do Chelsea em 90 minutos

É emblemático pensar que, em sua última cartada na temporada, pela Copa da Inglaterra, o Chelsea faria exatamente tudo aquilo que definiu a sua problemática jornada em 2015/16. Jogadores indo de bons momentos a lances de vergonha alheia, treinador idealizando bons pensamentos para depois esmagá-los e serenidade se transformando em raiva. 2 a 0 para o Everton e o fracasso estabelecido nos Blues, que não tem mais saídas para salvar a trágica temporada.

Guus Hiddink, que tanto foi elogiado por essa equipe, que se esforça para trazer conteúdo de qualidade aos seus leitores, errou pelo segundo jogo consecutivo. Diante do PSG, o espaço excessivo para uma equipe que sabe muito bem o que fazer com a bola, e hoje, insistências inexplicáveis. Mikel e Matic não podem jogar juntos, o que já ficou estabelecido há tempos. Fàbregas não tem 1/3 de seu rendimento como segundo volante atuando na criação de jogadas, onde fica omisso. Kenedy como lateral-esquerdo? Uma solução de improviso, mas a titularidade, mais uma vez, deixando opções da posição no banco? Um exagero. Sem contar que o brasileiro já merecia oportunidades atuando em sua função. Enfim, um apanhado de más ideias novamente se instalou em campo. Nem parece o mesmo treinador que assumiu o apocalíptico Chelsea deixado por José Mourinho.

No jogo de hoje, o Chelsea começou bem, principalmente pelo lado esquerdo no apoio de Kenedy. Mas não demorou para que Diego Costa começasse seu show individual. Justo ele, que vinha tão bem, com sobriedade e contribuição técnica, no ano de 2016. Após duas entradas de Barry, Diego Costa reagiu de maneira excessiva e levou cartão amarelo. Na sequência, cuspiu no pé do juiz, que acabou não vendo. Já poderia ter sido expulso logo no começo, prejudicando novamente o Chelsea. Injustiça por Barry ter saído ileso após duas faltas? Sim. Justificativa para a reação doentia? Não.

Seguindo o jogo. Não demorou para a falta de criatividade dos volantes tornasse o Chelsea uma bagunça. Willian, assim como no time de Mourinho, teve que se desdobrar e fazer duas, três funções em campo. Ainda assim, é necessário valorizar o bom trabalho defensivo, que impedia o Everton de chegar, se limitando a suas oportunidades com Cleverley, de fora da área. Mas, na compensação, é claro que o resultado foi o ruim, pois o primeiro tempo do Chelsea foi muito fraco em volume criativo.

Na segunda etapa, o Everton começou a fazer valer seu papel de mandante, tomando mais conta do setor ofensivo e aumento sua posse de bola. Mesmo que ainda sem grandes oportunidades. Restou ao Chelsea o contra-ataque, que quase foi efetivo com Diego Costa, em finalização cruzada.

Como resultado da mudança de postura, o Everton chegou ao seu gol, que acabou escancarando toda a limitação defensiva do Chelsea. Lukaku (aquele, que vendemos por falta de paciência) passou por Azpilicueta, Mikel e Ivanovic, até concluir com um drible humilhante em Cahill e finalização no canto de Courtois. Como resultado disso, Hiddink tirou Matic e colocou Remy, para, supostamente, trazer ofensividade. Resultado: Mais Everton, mais Lukaku. 2 a 0 e o que aconteceria até o final do jogo seria apenas para completar o cronômetro.

Seria, mas não foi. E isso se deve ao showman blue. Após sofrer falta e se sentir ofendido, o hispano-brasileiro Diego Costa mordeu Barry (!!!!) e foi expulso pelo árbitro. Bem, vou deixar que tirem suas conclusões a respeito disso, mas as respostas parecem óbvias. Como consequência, podemos esperar uma punição justa e pesada para o jogador, que receberá férias forçadas.

No resumo da ópera, uma partida que definiu e evidenciou todos os problemas enfrentados durante a temporada, sem exceções. Não temos mais motivos para lutar por resultados, e agora resta esperar que dias melhores apareçam. Adeus, 2015/16.

*Hoje não teremos notas, por motivos de: apenas Willian, assim como em metade dos jogos da temporada, se salvou. 

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Category: Crônicas

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