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Em jogo de erros, atuação de Forster acaba “desequilibrando”. Vitória do Chelsea não representa bom futebol

Há essa altura da temporada, já em pleno final de fevereiro, ainda é possível realizar algumas descobertas. Ivanovic, que vinha realizando jornadas terríveis na lateral-direita, pode ser um bom zagueiro. Baba Rahman, contratado a peso de ouro e a quem muito se esperava, claramente não está pronto. Mikel, de tampador de buraco, passou a ser uma peça interessante. E um quarteto ofensivo com Hazard, Willian, Diego Costa e Pedro pode dar muito certo. Sim, Pedro. Pois, com a lesão do espanhol hoje e a entrada de Oscar, o volume criativo tornou-se muito baixo em comparação com outras partidas. Quem diria que, na reta final da temporada, o time encontraria sua face. Antes tarde do que nunca.

Assim como já foi anunciado no parágrafo inicial desse texto, o Chelsea começou a partida tendo que realizar uma substituição. Pedro se machucou e deu vaga a Oscar logo nos primeiros minutos. Assim, o dinamismo do trio, completado por Hazard e Willian, acabou se perdendo consideravelmente, juntamente com a marcação pressão, o que encarretou em uma previsibilidade irritante. Jogadores “quadrados”, em posições pré-definidas e com repertório tático raso. Voltamos ao início da temporada.

Dessa forma, o primeiro tempo se resumiu a pequenos momentos. Fàbregas, principal jogador do Chelsea na gestão Hiddink, foi prejudicado pela falta de movimentação da linha ofensiva e acabou engolido pela sempre eficiente marcação do Southampton, errando muitos passes. O destaque ficava por conta de Diego Costa, que mesmo limitado de opções, fazia o possível. A etapa inicial foi encaminhando-se para o fim com o Southampton levemente melhor, mesmo sem volume criativo. E a defesa do Chelsea, até então em uma boa tarde, cometeu um grave deslize. Aliás, não a defesa. Mas sim Baba Rahman. O lateral, ao tentar realizar um corte provisório, entregou a bola para Shane Long, que invadiu a área e finalizou com tranquilidade na saída de Courtois. Planos frustrados.

No segundo tempo, Hiddink trouxe Kenedy para a vaga de Baba. É evidente que o brasileiro necessita de mais tempo atuando na sua posição de origem, mas a tentativa, nesse caso, foi válida. Com o jogador em campo, mesmo que timidamente, o Chelsea passou a ter uma opção mais ativa na construção de jogadas, e assim o cenário passou a se clarear. Aos 14, Diego Costa perdeu boa chance. Aos 22, Oscar exigiu Forster. Depois desses breves momentos, uma confusão protagonizada por Diego Costa (me perdoem pelo pleonasmo) acabou pilhando o time rival. E, pelo visto, abalou bastante o goleiro adversário.

Aos 30 minutos, Fàbregas deu um chute despretensioso em direção da área, talvez buscando Hazard. Indeciso sobre qual decisão tomar, Forster acabou falhando e deixando a bola passar. E, já na reta final, foi a vez de Ivanovic, após cruzamento de Willian, contar com uma ajuda do goleiro rival para deixar sua marca. Final de jogo e vitória do Chelsea.

Considerações: Enfrentamos um forte adversário, e, atuando fora de casa, o resultado acabou sendo magnífico. Entretanto, ao contrário de outras partidas sob o comando de Hiddink, não criamos. As inversões de posicionamento, tentativas de marcação pressão e volume de jogo não ocorreram hoje. Ao contrário, uma posse de bola de 66%, mesmo que representativa, também acabou sendo ilusória.  A culpa não pode ser atribuída ao treinador, visto que uma peça importante nesse processo de amadurecimento, Pedro, foi perdida de maneira inesperada hoje. Seu substituto, Oscar, ainda que bastante superior tecnicamente, representa o extremo inverso do espanhol em dinâmica de jogo. Hazard e Willian também estiveram um pouco abaixo do esperado e Fàbregas, mesmo que prejudicado pelo sistema de jogo, fez um jogo atípico. Os gols do Chelsea vieram em falhas do goleiro, e é claro que isso não pode nos impedir de comemorar o ótimo resultado. Mas, da mesma maneira, é importante não achar que as coisas se acertaram. Já temos a caricatura de time ideal, mas precisamos trabalhar muito nela. E, na reta final de temporada, talvez não haverá tempo hábil.

Notas:

Forster –  3,0

Cedric – 5,5

Fonte – 6,0

Virgil – 5,5

Bertrand – 6,0

Romeu – 6,0

Clasie – 5,5

Targett – 5,0

Davis – 6,0

Long – 7,0

Austin – 6,0

Pellé – 5,5

Mané – 6,0

Ward Prowse – s/n

Courtois – 6,0

Azpilicueta – 5,5

Cahill – 6,5

Ivanovic – 7,5

Baba – 4,0

Mikel – 7,0

Fàbregas – 6,5

Hazard – 6,0

Pedro – s/n

Willian – 7,0

Diego Costa – 7,0

Oscar – 5,5

Kenedy – 6,5

Matic – s/n

 

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Category: Crônicas

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