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Crônicas: Previsibilidade, insegurança, más atuações. Um dia comum em Stamford Bridge

Azpilicueta abriu o placar (Foto: Divulgação)

O estoque de títulos e argumentos está acabando. A repetitividade, ao ter que digitar sempre sobre os mesmos erros, causa, sim, um mal-estar. Mas é impossível fugir desta “mesmice”. Hoje, mais uma vez, tivemos uma atuação digna de lágrimas.

O Chelsea começou a partida apresentando um bom controle de ritmo. Sem se lançar a ataque, a equipe soube manter um volume ofensivo considerável, tendo, assim, algumas oportunidades. Logo no começo, com um minuto, Diego Costa deu um belo drible na entrada da área e finalizou com perigo. Aos 7, Willian carregou a bola em velocidade, trouxe para a perna boa e bateu cruzado, também levando perigo. E, enfim, aos 19 minutos, houve a recompensa. Fàbregas fez uma coa conexão com Diego Costa (estamos em 2014?), que tocou para Willian. O brasileiro observou a passagem de Ivanovic, que cruzou rasteiro, encontrando Azpilicueta. 1 a 0. Até o momento, o West Bromwich sequer tinha sujado o uniforme de Courtois.

Até o momento. Pois, após o gol, o ritmo diminuiu consideravelmente. Dessa forma, o Chelsea, instável defensivamente durante toda a temporada, não surpreendeu ao levar o empate. Previsível. O primeiro sinal foram as bolas aéreas, para as quais a defesa sempre acaba cedendo. Aos 24, McClean quase se aproveitou desse fator. Depois, foi a vez de Olsson. Aos 30, o Chelsea, em um momento isolado pós-gol, tentou responder, mas o Diego desperdiçou uma ótima chance após passe de Oscar. A bola pune.

No minuto seguinte, Pedro deu um passe de risco no campo defensivo. Uma péssima ideia. Gardner se aproveitou, recuperou, carregou e finalizou com precisão, no canto da meta de Courtois. 1 a 1. Ainda houve, perto do fim, mais uma chance para os visitantes. Rondón girou pra cima de Terry com facilidade e bateu para fora, levando algum perigo. Final de etapa inicial e empate no placar.

O segundo tempo trouxe Kenedy no lugar de Pedro, como uma resposta ao erro “fatal” do espanhol. Mesmo com a mudança, foi o WBA quem começou melhor. Aos seis minutos, Rondon chapelou Terry e bateu cruzado, encontrando McClean dentro da área. Defesa de Courtois. O Chelsea só levou algum perigo aos 13, em falta de Willian, que foi para fora. Pouco tempo depois, em nova jogada do brasileiro, Diego Costa recebeu dentro da área e bateu prensado, na rede pelo lado de fora.

Em meio a certa monotonia, o Chelsea voltou a contar com uma jogada que tanto lhe ajudou na campanha do título e no primeiro tempo da partida de hoje. Fàbregas recebeu a bola e fez um belo lançamento para o lado direito, encontrando Willian. No 1 x 1 contra Evans, o brasileiro teve facilidade, levando para a linha de fundo e cruzando. Kenedy, dentro da área, atrapalhou McAuley, que desviou contra. Méritos para o garoto, que apareceu como elemento surpresa e complicou a defesa do time visitante. Fàbregas, que vinha sendo importante no contexto da partida, saiu para a entrada de Matic. Hiddink errou feio.

Instantes após o gol, o Chelsea duas chances de matar a partida. Diego Costa, em contra ataque, após finalização e boa defesa de Myhill, e Kenedy, de fora da área, em finalização próxima ao gol. Como nenhuma das oportunidades se concretizou em gol, mais sofrimento pelo caminho. Bola alçada na área, Mikel cortou nos pés de McClean. O irlandês, com espaço, finalizou com precisão, no canto. 2 a 2 e o interminável drama.

Os acréscimos não trouxeram tanta emoção em termos de chances criadas, apenas com bolas alçadas para ambos os lados. Apito do árbitro de mais pontos desperdiçados no Stamford Bridge.

Considerações: É bom que a ilusão de vaga em Champions League não siga tão viva após essa partida. Se o Chelsea teve uma melhora considerável em termos de resultados após a saída de Mourinho, o futebol apresentado continua digno de pena. Cada vez mais simples e monótono. Nos únicos momentos de improviso durante a partida, levamos perigo. Por que não tentar mais? O medo de errar é que causa tantos erros.

Atuações: 

Courtois: 6,0

Ivanovic: 6,5

Terry: 5,0

Zouma: 5,5

Azpilicueta: 7,0

Mikel: 5,5

Fàbregas: 7,0

Pedro: 3,0

Oscar: 5,5

Willian: 6,0

Diego Costa: 6,0

Kenedy: 6,5

Matic: 5,0

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Category: Crônicas

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