Vitória por placar mínino põe o Chelsea perto da semifinal

Com a quarta assistência de Torres na competição e um gol “salvador” de Kalou, o Chelsea conseguiu uma importante vitória no Estádio da Luz, contra a representação do Benfica.

Os “Encarnados” apostaram na troca de passes e nas bolas alçadas, que levaram perigo em situações esporádicas. O Chelsea “matou o jogo” em um contra-ataque rápido criado por Ramires, interligado por Torres e concluído por Salomon Kalou, aos 75 minutos da etapa complementar.

O time de Stamford Bridge volta a campo no dia 31 de março, em uma partida válida pela Premier League, contra a equipe do Aston Villa. O jogo será realizado em Birmingham.

Panos mornos no primeiro tempo.

Para variar o primeiro tempo do Chelsea não foi nem um pouco ameaçador, a novidade do jogo de hoje foi que o Benfica resolver não ser incisivo também. As equipes atacaram a meta adversária aproximadamente dez vezes no primeiro tempo, número extremamente baixo para as quartas de final da UEFA Champions League.

O Benfica foi mais perigoso na sua especialidade, a troca de passes rápida e a bola aérea. Das seis oportunidades do selecionado português, duas aconteceram com Oscar Cardozo, pelo alto, enquanto as quatro restantes foram criadas através da distribuição rápida de jogo, “virada” de bola ou contra-ataques. Características do futebol português. A inversão de meio campistas Gaitán/Bruno César foi o segredo da ligeira superioridade lusitana nos primeiros 45 minutos.

O Chelsea atuou de forma segura. Terminou a etapa inicial com a maior parte da posse de bola e a defesa conseguia aliviar os problemas com certa facilidade. O meio de campo teve um desempenho ruim, com exceção de Ramires e Mikel, Meireles e Mata atuaram mediocremente, pouco criaram e isso auxiliou o empate no primeiro tempo.

O destaque positivo do primeiro tempo foi Fernando Torres. El Nino finalizou algumas bolas que certamente ele não arriscaria, antes dos motivadores tentos contra o Leicester. Um pouco mais de precisão, e o espanhol colocaria os Blues na liderança do placar.

Melhor homem do primeiro tempo: David Luiz. A segurança em pessoa na zaga, cinco tentativas do Benfica foram “em cima” do brasileiro. Nenhuma passou.

Mais movimentação de ambos os times na etapa complementar, contra golpe é fatal ao Benfica.

O segundo tempo foi indiscutivelmente melhor que a primeira etapa. As equipes somaram 36 finalizações na etapa complementar, doze escanteios e a posse de bola ao término do jogo estava igual: 50% – 50%.

Mesmo com o jogo mais “corrido”, o plano de jogo da equipe portuguesa não foi alterado. Eles continuavam apostando nas bola alçadas e em seu centroavante: Cardozo, que foi constantemente acionado por Maxi Pereira e Bruno César.

Aos 65 minutos do segundo tempo, a posse de bola do Benfica ultrapassava os 60%. Fato que define grande parte do jogo, o predomínio das Águias no ataque. Entretanto, dez minutos depois em um contra-ataque que iniciou com Ramires, Torres foi acionado e em velocidade, o espanhol encontrou Kalou na área, que só empurrou para dentro da meta do arqueiro Artur.

O tento foi crucial ao jogo, pois o técnico do Benfica alterou a equipe de uma forma ofensiva, deixando os portugueses vulneráveis. Nolito, jogador que entrou no segundo tempo no lugar de um defensor, foi responsável por sete cruzamentos: Apenas um foi certo. Bruno César também foi sacado, entrou no lugar do brasileiro o meio campista Rodrigo, que nada acrescentou na partida.

No contra-ataque, mata perdeu a chance de aumentar o placar, Sturridge pegou a bola no campo defensivo, cruzou praticamente o campo de uma ponta a outra e assistenciou Juan Mata que tentou displicentemente tocar de cobertura. Falando no espanhol, o camisa dez do Chelsea pareceu cansado em grande parte do embate, sempre lúcido em sua movimentação e no seu toque de bola, Mata sofreu muitos desarmes na segunda etapa, fato que não é comum para o meio campista.

Obs: Meireles atuou de forma consciente, não prejudicou, mas não foi vital na vitória. O português que jogou no Porto foi vaiado durante o jogo inteiro, e no intervalo, o meio campista fez gestos para a torcida do Benfica. Não foi confirmada a ciência da UEFA sobre o gesto, pois o televisonamento europeu não mostrou a cena.

Melhor homem no segundo tempo: Ramires. Polivalente, atacou, defendeu, puxou contra-ataque, foi ágil e passeou na “Avenida Emerson”. Responsável em parte, pelo gol de Kalou. Para a nossa alegria.

Escalações e dados:

Chelsea (4-2-3-1): Cech; Ferreira (Bosingwa 79), David Luiz, Terry (c), Cole; Meireles (Lampard 67), Mikel; Ramires, Mata, Kalou (Sturridge 82); Torres.

Gol: Kalou 74.

Cartão Amarelo:  Meireles 17,

Benfica (4-1-3-2): Artur; Pereira, Luisão (c), Jardel, Emerson; Garcia (Nolito 80); Gaitán, Witsel, Bruno César (Rodrigo 68); Aimar (Matić 68), Cardozo.

Cartão Amarelo: Bruno Cesar 25, Luisão 66, Garcia 74.

Árbitro: Paolo Tagliavento (Itália)

Category: UEFA Champions League

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