Sem Diego Costa, Chelsea terá opções limitadas no ataque para a Champions

Com a divulgação da lista de inscritos pelo Chelsea para disputar a Champions League, a carência de opções para o ataque ficou ainda mais nítida com o corte do atacante Diego Costa, que havia sido incluído na última semana ao elenco que disputa o campeonato inglês nesta temporada. E a rebeldia do camisa 19 ainda pode acabar custando muito caro, tanto para os Blues quanto para ele mesmo. Além do veto ao campeonato continental, o atacante espanhol ainda pode acabar sendo multado em 50 milhões de libras pelo clube londrino por não cumprimento de contrato após se negar a retornar aos treinos no início da temporada.

Enquanto o atrito entre Diego e Antonio Conte continua a render para ambos os lados, quem comemora são os atacantes Michy Batshuayi e o recém-chegado Álvaro Morata. Inscritos para o campeonato continental, os dois serão os únicos atacantes de ofício a compor o elenco na competição, e com a proximidade da Copa do Mundo da Rússia não devem poupar esforços para se destacar, já que pleiteiam vagas em suas seleções.

Pela lógica que vem sendo aplicada na Premier League neste começo de temporada, Morata – que segue junto a Seleção Espanhola nas eliminatórias para a Copa esta semana – deve ser o titular dos Blues na competição. Já Batshuayi, assim como nos tempos em que Costa ocupava a vaga de titular, segue como substituto imediato da posição.

Já na posição de meio-campistas, foram inscritos na Champions pelos Blues Cesc Fàbregas, N’golo Kanté, Eden Hazard, Pedro Rodríguez, Victor Moses, Kenedy, Charly Musonda, Willian, os recém-chegados Danny Drinkwater e Tiemoué Bakayoko, e Kyle Scott, jogador formado pelas categorias de base do Chelsea. No setor mais inchado do clube na competição, apesar da manutenção da base campeã da Premier League ano passado, algumas mudanças ainda podem acontecer na equipe titular.

Eden Hazard, por exemplo, que estava afastado do restante da equipe se recuperando de lesão, voltou aos gramados em sua convocação para a seleção da Bélgica – e como titular, apesar de não ter disputado os 90 minutos. Assim, deve retornar também ao primeiro time dos Blues em breve. Além dele, Drinkwater acaba de ser contratado pelo Chelsea, e ainda será testado na equipe por Conte, fazendo com que sua posição até mesmo no banco seja incerta no momento.

Com o retorno do camisa 10, são grandes as chances de que Willian volte ao banco e siga como uma das principais opções para Pedro e Hazard, que atuam mais avançados. No mais, as novidades da lista ficam por conta de Kenedy e Kyle Scott. Enquanto o brasileiro, envolvido em polêmica durante a turnê do clube pela Ásia, foi apenas multado pela federação e foi reintegrado ao elenco, o jovem meia americano que defende a base dos Blues desde a temporada 2015/16 ainda não atuou em nenhuma partida como profissional, e pode fazê-lo já na Champions League se for relacionado.

Em contraste ao meio, a relação de defensores que irão atuar pela equipe londrina na competição é um pouco enxuta, contando com Antonio Rüdiger, Marcos Alonso, o capitão Gary Cahill, Andreas Christensen, César Azpilicueta, David Luiz, Jake Clarke-Salter e Davide Zappacosta, contratado na última janela vindo do Torino. Neste setor, a titularidade deve se manter com o trio campeão da Premier League e que vem atuando neste início da temporada sem Cahill, suspenso desde a expulsão diante do Burnley, em 12 de agosto.

A posição do capitão vem sendo ocupada por Rüdiger, que pela Champions League deve tomar o posto de principal reserva do setor defensivo. Já Zappacosta, que também figurará entre os possíveis substitutos em suas primeiras partidas, exerce função parecida com a de Marcos Alonso, atuando mais avançado, porém do lado oposto.

Com exceção dos jogadores que se transferiram na última janela, o único que ainda não atuou pela equipe principal do Chelsea é Clarke-Salter, que assim como Kyle Scott foi promovido das categorias de base. O camisa 35 no entanto, já jogou como profissional pelo Bristol Rovers na última temporada, emprestado pelo próprio Chelsea, diferente de seu companheiro da mesma idade.

Para o gol, o Chelsea inscreveu no continental seus três atletas principais: Thibau Courtois, Eduardo e Willy Caballero, vindo do Manchester City. Enquanto a titularidade segue de forma indiscutível nas mão do arqueiro da seleção belga, a posição de primeiro substituto segue indefinida. Com a liberação do até então reserva imediato Begovic, é provável que o novo camisa 1, Caballero, assuma o posto em casos de emergência.

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