Mourinho esbanja euforia com vitória conquistada no final contra o Everton

Treinador português transparece toda a satisfação com o resultado obtido de modo dramático e relembra que sempre que foi campeão houveram vitórias no último minuto

Mourinho estasiado com atletas pela vitória conquistada, de modo dramático, contra o Everton (Foto: Chelsea FC)

Mourinho extasiado com atletas pela vitória conquistada, de modo dramático, contra o Everton (Foto: Chelsea FC)

José Mourinho não imaginava a importância do gol de Willian contra o Everton em Stamford Bridge. O brasileiro balançou a rede a dois minutos do final, selando a vitória para os Blues e mantendo a vantagem do Chelsea  para o Manchester City em sete pontos, assegurando a folga no topo da tabela da Barclays Premier League.

O Português estava, compreensivelmente, eufórico com o ímpeto demonstrado por seus jogadores, e pela maneira com que a vitória foi conquistada, frente a um Everton impressionante.

“Não me lembro de uma equipe que foi campeã sem pelo menos duas vitórias no último minuto. Meus títulos, com certeza tiveram isso. Toda vez que eu ganhei um título da liga tive um par de jogos, onde ganhei no último minuto. Essa foi a primeira vez para nós nesta temporada. Foi um jogo muito difícil, foi um Everton diferente, quando eu digo isso, quero dizer como um elogio. Eles jogaram compactos e defenderam-se muito bem. Eles nos permitiram ter a bola e usaram Lukaku para atacar os espaços vazios. Foi um adversário muito difícil e eu estou imensamente feliz com os três pontos”.

O técnico dos Blues elogiou Petr Cech, que fez duas defesas fantásticas, frustrando as pretensões de Lukaku.

“Ele fez só duas defesas. Era um espectador. Contudo, no primeiro tempo fez uma defesa muito importante e no segundo tempo uma super defesa. Isso é o que nós precisamos, temos isso com Courtois e agora Petr. É muito importante para um goleiro fazer a diferença. Courtois tem jogado jogos consecutivos. Atuou contra o Liverpool, Manchester City e Aston Villa, jogos em que ele precisava estar muito focado. Cada detalhe é muito importante, mesmo quando ele não tocar a bola, o foco deve ser permanente e eu acho que um goleiro também pode estar cansado. O cansaço não é só físico, é também mental.

Petr tem trabalhado muito duro. Em cada sessão de treinamento eu estava começando a sentir que seu estado era magnífico. Hoje à noite, ele foi a melhor opção para a equipe, também em termos de liderança. Terry estava sentindo de manhã e ele estava fora do jogo até o último minuto, então eu pensei que precisava da personalidade e capacidade de Petr em liderar na parte de trás. A decisão foi boa”.

Para Jose Mourinho, Gareth Barry poderia ter sido expulso de maneira mais precoce. Além disso, o treinador português reclamou ainda de um toque de mão do escocês Steven Naismith.

“Barry deveria ter sido expulso no primeiro tempo, porque ele tinha um cartão amarelo e puxou Hazard quando ele estava no ataque e Barry era o último defensor, por isso o segundo cartão amarelo já deveria ter sido dado lá. Sobre o lance de Naismith, eu acho que foi um pênalti claro, mas o árbitro teve um desempenho fantástico, um desempenho muito difícil, porque quando há uma equipe que defende em blocos, recuperando a bola e jogando rápido para o Lukaku, é difícil para um árbitro, porque ele tem que estar focado em um bloco, de repente, uma bola longa, e a bola é mais rápido do que o árbitro”.

No geral, Mourinho sentiu que sua equipe mostrou grande personalidade em circunstâncias difíceis.

“A vontade dos jogadores é mais importante do que qualquer coisa. O núcleo de tudo é o desejo dos jogadores e isso foi visto hoje. Uma equipe sem muitos jogadores importantes, com Terry adoecido, Fabregas voltando de lesão, Willian levemente ferido, sem Oscar e sem Diego Costa. Eles mostraram um espírito fantástico”.

Walysson Gomes Pereira