Mourinho admite erros contra Aston Villa, mas destaca resultado

Mourinho acompanhando o time contra o Aston Villa. (Imagem: PA)

Mourinho acompanhando o time contra o Aston Villa. (Imagem: PA)

Com a vitória apertada por 2×1 contra o Aston Villa em casa, o técnico José Mourinho reconheceu os problemas e erros na escalação do time, mas também ressaltou os méritos da equipe em sair com os três pontos. A partida foi disputada e o goleiro Petr Cech fez pelo menos duas boas defesas no segundo tempo quando o jogo ainda estava aberto.

Além de perigo do ataque adversário, o time de Paul Lambert também reclamou de um cartão vermelho que segundo ele deveria ter sido aplicado à Branislav Ivanovic – que posteriormente marcou o gol da vitória dos Blues – e de um pênalti nos últimos minutos, cometido por John Terry que teria colocado o braço na bola. Mas o juiz da partida, Kevin Friend, não interpretou assim e o time de Mourinho garantiu o resultado positivo em casa.

O treinador dos Blues falou com a imprensa ao fim do jogo e comentou sobre os principais lances e aspectos da partida.

Dificuldades

Se agora eu estivesse falando de um empate isso não seria um resultado justo. Eu acho que eles lutaram muito para sair com um resultado positivo, mas eles não jogaram muito porque eles não jogaram na verdade. O goleiro fez ligações diretas o tempo todo, mas eles lutaram e criaram algumas situações de perigo e se o Petr (Cech) não tivesse salvado o chute do Weimann nós provavelmente teríamos saído daqui sem nenhum ponto.

Mas esse é o jogo deles. Eles têm um jogador com qualidades especiais [Benteke] e eles montam o time para jogar para ele. É assim que eles jogam e com o contra-ataque. Nós controlamos o contra-ataque de uma maneira fantástica, pois em 90 minutos eles tiveram apenas um. Nós controlamos bem isso e não permitimos que eles tivessem chances de contra-atacar porque nós jogamos com muito equilíbrio entre as linhas e nos posicionamos muito bem em campo.

Mas controlar o Benteke é muito difícil porque o goleiro fica com a bola e você não pode pressionar o goleiro. Daí o goleiro põe a bola em jogo e eles centralizam a bola no Benteke que é um jogador especial. Eles fizeram com que a partida fosse bem difícil para nós.

Estilo de jogo

Nós tentamos jogar da mesma forma que jogamos contra o Hull [City]. Nós tentamos repetir o que fazemos nos treinos todos os dias, mas o Villa nos deu um desafio diferente hoje e isso é muito bom, principalmente quando conseguimos lidar com a situação.

Defensivamente nós estivemos muito sólidos. Eu acho que nós poderíamos ter distribuído melhor a bola, tomado melhores decisões. Talvez a minha decisão de ter mexido pouco no time [que começou] com apenas duas mudanças tenha sido ruim, talvez essa não fosse a melhor escolha. Talvez tivesse sido melhor se nós tivéssemos jogado com mais jogadores descansados desde o começo porque eu senti que os meus jogadores de armação não estavam afiados – o que é compreensível. Porém o nosso time lutou muito e às vezes você ganha porque jogou um futebol sensacional, mas às vezes você não consegue fazer isso e você tem de jogar de outro jeito e hoje foi assim que nós ganhamos.

Arbitragem

Eu não achei que o Ivanovic fosse ser expulso porque isso aqui é a Premier League, é futebol inglês. Por algum motivo aqui eles gostam disso [do jogo disputado fisicamente] mais do que em qualquer outra liga. Uma coisa é cometer uma agressão e outra é brigar nas disputas de bola. Eu acho que o árbitro foi muito bem e do primeiro minuto até o 95º houve uma briga em campo [pela bola].

Durante toda a partida houve uma disputa entre Benteke e Ivanovic, um fez falta, o outro também, mas isso é o futebol. No caso do Terry, ele recebeu uma falta. Quando um jogador puxa o adversário, especialmente em lugares perigosos como a grande área, o juiz tem de dar falta e foi falta no Terry.

Opções no ataque

Às vezes dá para você ter dois atacantes na reserva, mas esse jogo nós precisávamos de mais equilíbrio no banco. Talvez eu pudesse precisar de Azpilicueta porque ele é muito rápido, ou talvez eu precisasse da experiência do Mikel. Eu precisava de opções nas alas porque eu sabia que Mata não tinha condições de jogar os 90 minutos. Eu estou tentando dar a mesma quantidade de minutos para os meus três atacantes e dessa vez o Fernando ficou de fora, mas Lukaku por outro lado ainda não começou uma partida como titular, apesar de ter participado dos dois jogos.”

Nós estamos marcando gols suficientes para ganhar os jogos e nossos atacantes estão fazendo um bom trabalho. Eles se dedicam muito, abrem espaço para o time, desempenham funções defensivas e são humildes em jogar para a equipe [e não para eles mesmos]. Eu não posso dizer que não estou feliz com o trabalho deles.

A disputa na beira do campo com Paul Lambert

O jogo foi imprevisível desde o primeiro minuto e ninguém sabia o que iria acontecer. Paul [Lambert, técnico do Aston Villa] tem um tipo de personalidade e comportamento que me lembra a mim mesmo há dez anos, quando eu reclamava de cada decisão do juiz. Eu queria comandar o meu time e ao mesmo tempo o apito. O Paul é do mesmo jeito, mas ele vai mudar. Com o tempo ele vai deixar de reclamar de todas as decisões do árbitro.

Ele é um técnico jovem e muito inteligente. Ele faz o seu trabalho bem, se adaptando às qualidades dos seus jogadores. Eu desejo o melhor para ele e eu gosto dele, mas não houve nada entre nós, apenas pequenas discussões durante a partida.

Bárbara Lira