Chelsea vence o Newcastle e se consolida no G4 da Premier League

Após dois jogos sem vencer em casa, o Chelsea fez as pazes com a vitória e derrotou o Newcastle por 2×1 em Stamford Bridge. Mesmo sem apresentar o futebol que encantou a torcida no início da temporada, ao voltar a vencer em casa, após os tropeços contra Leicester e Southampton, o Chelsea deu um importante passo para se consolidar entre os quatro primeiros colocados no campeonato e conseguir a classificação para a próxima Uefa Champions League.

Tudo igual no primeiro tempo

Pedrito recebeu um lindo lançamento de David Luiz e abriu o marcador para o Chelsea (Chelsea Twitter)

Como era esperado, o Chelsea, jogando em casa, partiu pra cima do Newcastle em busca da vitória. E o primeiro gol saiu logo aos 9′, quando David Luiz fez um lindo lançamento da intermediária para Pedro, que penetrou pelo meio da área e, com um toquinho, encobriu Dubravka, que nada pôde fazer. 1×0 logo no início da partida era tudo que Maurizio Sarri e a torcida queriam para ter um final de tarde feliz em Stamford Bridge.

Mas, apesar de ter o domínio absoluto da posse de bola, o Chelsea não conseguia criar lances de perigo para a meta de Dubravka, e o primeiro tempo foi se arrastando sem maiores emoções, já  que o Newcastle também não conseguia organizar qualquer jogada de perigo à meta do Chelsea. Até que, aos 40′, num escanteio pela esquerda do ataque, Ritchie bateu aberto, David Luiz não acompanhou Clark que cabeceou firme, no canto direito de Kepa, que pulou, mas não alcançou a criança. 1×1 e frustração geral em Stamford Bridge.

Logo no minuto seguinte, o Chelsea mostrou ao Newcastle que seria muito difícil para os Magpies segurar aquele empate, e Jorginho, naquela que seria sua única boa jogada em toda partida, fez um lançamento primoroso que deixou Willian livre diante de Dubravka, mas o brasileiro chutou de forma bisonha e perdeu grande oportunidade.

Willian se recupera e decide a partida

Willian marcou um golaço e decidiu a partida (Getty Images)

O segundo tempo começou sem alterações nas equipes, e, logo no primeiro minuto, Kanté deu um passe magistral para Pedro que bateu forte, cruzado, para grande defesa de Dubravka. O Chelsea continuava com o domínio total da posse de bola, mas não conseguia criar chances de gol. Hazard, deslocado de sua verdadeira posição e atuando como falso 9, não conseguia dar suas arrancadas tradicionais pelo flanco e também não se impunha como homem de área perante os zagueiros adversários. Jorginho não estava num bom dia e errava até os seus passes laterais costumeiros. Com Kovacic totalmente sumido do jogo, o meio-campo do Chelsea se ressentia de um jogador que chamasse o jogo, organizasse a meia canja e criasse os lances de gol. Todos que acompanham o Chelsea sabem que o time precisa de um centroavante, mas é certo que há também nítida carência de um camisa 10, de um jogador que organize o time do meio pra frente e crie lances para os atacantes. Kovacic, que sempre foi reserva no Real Madrid, não é esse jogador. Barkley também não. E Loftus-Cheek ainda é muito jovem para assumir esta função numa equipe de ponta. E pensar que há alguns anos atrás tínhamos Kevin De Bruyne e Mourinho o dispensou. A verdade é que Hazard está sobrecarregado e precisamos encontrar no mercado um jogador para ajudá-lo na criação das tramas ofensivas, como um Modric, um James Rodrigues ou um Mertens.

O gol da vitória saiu num passe de Hazard para Willian que recebeu na esquerda da grande área, cortou pra dentro e bateu cruzado pra fazer um golaço, seu 49º gol com a camisa do Chelsea, e trazer alívio a Maurizio Sarri, já que a torcida vinha pegando no seu pé por deixar Hudson-Odoi no banco e escalar o brasileiro, que, depois de um bom início de temporada, caiu muito de produção e não vem apresentando aquela velha mobilidade que era sua principal característica.

Aos 62′, Sarri resolveu mexer no time e tirou Kovacic para entrada de Barkley, que fez também uma partida discretíssima. No minuto seguinte, o Chelsea teve grande chance de ampliar o placar quando, novamente num lançamento espetacular, David Luiz deixou Willian livre pela esquerda do ataque. Willian tentou encobrir Dubravka, que saía desesperado do gol, mas não teve competência pra fazer o gol, e Dubravka, com um tapa de mão esquerda na bola, fez grande defesa e jogou pra escanteio. Seria o último grande lance do Chelsea na partida, que transcorreu modorrenta até o Chelsea levar um grande susto aos 85′, quando Manquillo, que havia substituído Yedlin aos 81′, penetrou pela direita do ataque e cruzou na cabeça de Rondon, que cabeceou com muito perigo, rente a trave direita de Kepa.

Com a vitória, a quinta nos últimos sete jogos pela Premier League, o Chelsea confirma que é forte candidato a uma das vagas para a próxima Uefa Champions League. E só, na medida em que os tropeços contra Everton, Wolves, Leicester e Southampton nos afastaram da briga pelo título.

Ficha técnica

Chelsea (4-3-3): Kepa, Azpilicueta, Rudiger, David Luiz e Marcos Alonso; Jorginho, Kanté e Kovacic (Barkley, 62′); Pedro (Hudson-Odoi, 79′), Hazard (Giroud, 85′) e Willian

Reservas não utilizados: Caballero, Christensen, Emerson e Ampadu

Newcastle (5-4-1): Dubravka, Yedlin (Manquillo, 81′) Lejeune, Lascelles, Clark e Ritchie; Ayose Peres (Murphy, 81′), Hayden, Longstaff e Atsu; Rondon

Reservas não utilizados: Woodman, Shar, Fernandez, Joselu e Sterry

Gols: Pedro (9′), Clark (40′) e Willian (57′)

Árbitro: Chris Kavanagh

Estádio: Stamford Bridge

Público: 40.123

Joel Aranha