Dez anos e muitos títulos depois, Chelsea e Adidas se separam (Foto: Chelsea FC)

Suposta troca da Adidas pela Nike pode impulsionar a grande renovação do Chelsea

Dez anos e muitos títulos depois, Chelsea e Adidas se separam (Foto: Chelsea FC)
Dez anos e muitos títulos depois, Chelsea e Adidas se separam (Foto: Chelsea FC)

Fontes do jornal britânico The Telegraph afirmam que o Chelsea e a Nike chegaram a um acordo para serem parceiros a partir de 2017/18. Os valores da negociação giram entre 60 milhões de libras anuais, valor que ajudaria os Blues a manterem o alto nível nas competições, apesar no fracasso na atual temporada, que não rendeu sequer classificação para competições europeias.

Na semana passada, o clube anunciou que romperia seu contrato com a alemã Adidas, renovado em 2013. O vínculo vigente ainda valeria por seis anos, com rendimento de 30 milhões de libras anuais – metade do suposto valor que será pago pela concorrente Nike. A troca de fornecedora dos materiais esportivos antes do previsto acarreta 40 milhões de libras em compensações do Chelsea à Adidas; porém, confirmando-se os valores a serem recebidos, o pagamento não será de grande peso nas despesas do clube.

Atualmente, a camisa mais cara do mercado pertence ao Manchester United, que fez o caminho inverso do Chelsea e trocou a Nike pela Adidas em 2015. São 75 milhões de libras anuais, além de mais 47 milhões pagos pela Chevrolet, patrocinadora master (totalizando 122 milhões anuais). Os Blues podem alcançar a segunda colocação neste ranking, ao receber 60 milhões da Nike e mais 40 milhões da Yokohama, que já patrocina o clube desde 2015. A segunda colocação é garantida pelo menos até a renovação de contrato do Real Madrid com a Adidas, que pode chegar a 108 milhões de libras por ano.

Na Premier League, o novo acordo do Chelsea representará o dobro do valor recebido pelo Arsenal (Puma) e o triplo pago ao Manchester City (Nike), porém os Citizens estão a três anos do vencimento do contrato, e tendem a valorizar muito a sua camisa.

Marina Granovskaia, diretora dos Blues, vem sendo responsável pelos últimos acordos negociados. Desde 2015, o clube passou a receber 10 milhões de libras anuais da tailandesa Carabao (bebidas energéticas), 40 milhões da japonesa Yokohama (pneus) e agora 60 milhões da americana Nike. O clube ainda não comentou o novo acordo, porém grandes contratos de material esportivo costumam ser assinados por 10 anos, garantindo 600 milhões de libras aos cofres londrinos.

Cesc Fàbregas com a última camisa do Chelsea feita pela Adidas (Foto: Chelsea FC)
Cesc Fàbregas com a última camisa do Chelsea feita pela Adidas (Foto: Chelsea FC)

As novas verbas de patrocínio darão ao Chelsea 30 milhões de libras extras para gastos na janela de transferências do ano que vem, dentro das especificações do Fair Play Financeiro da UEFA. A organização do futebol europeu estipula que, em uma janela de transferências, o clube pode gastar 23 milhões de libras a mais que recebeu nas três temporadas anteriores. O valor deverá ser muito bem gasto pelo novo treinador, Antonio Conte, que busca jogadores chave para o elenco (fala-se em Gonzalo Higuaín ou Romelu Lukaku para o ataque, Radja Nainggolan para o meio e Leonardo Bonucci para a defesa). Vale lembrar que o clube também perderá 40 milhões de libras por não jogar a próxima UEFA Champions League.

Para equilibrar as despesas e também o elenco, a diretoria já trabalha com a venda de alguns jogadores. Se por um lado, John Terry e Eden Hazard ficarão em Londres; por outro, Diego Costa, Oscar e Thibaut Courtois estão envolvidos em negociações. O atacante hispano-brasileiro pode voltar ao Atletico de Madrid; o meia brasileiro é muito bem visto no futebol italiano; e o goleiro belga vem sendo sondado pelo Real Madrid – os altos valores devem travar a negociação. Asmir Begovic, Loic Remy e Nemanja Matic também não têm seus futuros definidos.

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Category: Chelsea Football Club

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