Oscar: ‘O melhor ainda está por vir’

Oscar está adaptado e feliz no Chelsea (Foto: Chelsea FC)

Oscar está adaptado e feliz no Chelsea (Foto: Chelsea FC)

Um dos jogadores que mais começou entre os titulares nessa temporada, Oscar está feliz com o futebol que apresentou nos primeiros três meses de jogos oficiais. O brasileiro já marcou cinco gols nesse período, comparado com doze em 64 jogos na temporada passada, e ele acredita que ainda não está no seu melhor.

Eu estou feliz em como foram esses três primeiros meses da temporada, tanto para mim quanto para a equipe. Nesse período eu joguei bem pela Premier League e pela Champions League também. Eu participei da maioria das partidas e eu espero continuar jogando assim até o fim da temporada para ajudar o time a ser o mais bem sucedido possível,” disse Oscar em entrevista ao site oficial do Chelsea.

O meia ganhou a confiança do técnico José Mourinho mesmo fazendo apenas sua segunda temporada na Europa aos 22 anos e tem sido usado na sua posição preferida: no meio, como homem de criação. Oscar é bem dinâmico e já jogou nas alas direita e esquerda e até como volante. No esquema da seleção brasileira na Copa das Confederações era o último homem do meio campo jogando atrás de três jogadores de ataque. No Chelsea de Mourinho, normalmente é o meia de armação – conhecido como #10 na Inglaterra – jogando pelo meio, mas por vezes trocando de posições com o ala-direito. O brasileiro diz que não tem problemas de atuar nas mais diversas partes do campo, mas prefere a posição que tem jogado atualmente no clube.

No ano passado eu joguei bastante na ala, mas nessa temporada apesar de ter jogado aberto algumas vezes, eu tenho ficado normalmente no meio. Essa posição me oferece um pouco mais de liberdade para fazer o meu jogo, mas eu sei jogar em todas essas posições e estou muito feliz em como as coisas têm sido até aqui,” completou Oscar.

Apesar dos gols marcados e das chances criadas para os companheiros, talvez a característica que Mourinho mais aprecie no jovem meio-campista seja a capacidade de marcação e o empenho de Oscar em pressionar o adversário quando seu time perde a bola. O jogador é um dos mais eficientes na marcação pressão que os times do português normalmente apresentam e na partida contra o Newcastle, por exemplo, Oscar roubou cinco bolas, mais que o resto do meio campo – defensivo e ofensivo – combinado (quatro).

Eu sempre consegui pressionar o adversário no meio-campo, desde que jogava no Brasil e por isso eu consegui vir para Europa tão cedo [20 anos]. Isso me ajuda bastante, principalmente na Inglaterra porque é uma liga muito rápida e ter essa capacidade de marcação facilitou a minha adaptação.

O brasileiro também se diz preparado para enfrentar a concorrência interna no time. Para a posição de meia-atacante, o Chelsea conta hoje com seis jogadores: Oscar, Juan Mata, Wililan, André Schürrle, Eden Hazard e Kevin de Bruyne. No esquema 4-2-3-1 – o mais usado por Mourinho -, o time joga com três jogadores na posição o que significa que dois jogadores ficarão na maioria das vezes na reserva e um deles sequer será selecionado para ocupar uma das cinco posições de linha do banco. Até aqui, Oscar participou de todos jogos da Premier League e da Champions League, ficando de fora apenas das partidas da Copa da Liga Inglesa, mas ele sabe que as coisas podem mudar a qualquer momento e que é preciso manter o seu jogo em alto nível para continuar sendo escolhido pelo técnico.

A pressão é a mesma se você é titular ou se está no banco. Quando você começa a partida você tem de dar o seu melhor e fazer de tudo para ajudar o time a vencer o jogo. Os jogadores que vêm do banco têm de tentar melhorar o time, independente de qual seja o placar e de quão bem a equipe esteja jogando. Eu não me sinto pressionado, o treinador me deixou confortável até aqui e por isso eu posso fazer o meu melhor a cada partida. Se eu jogar tão bem quanto eu sei que sou capaz, sei que serei um jogador importante dentro do elenco e ajudarei o time a vencer partidas.

Oscar também foi perguntado sobre a campanha do time nas duas maiores competições que o clube disputa – a Champions League e a Premier League. Se na competição continental o time começou com uma derrota em casa, no campeonato inglês o primeiro ponto que um adversário conseguiu ganhar em Stamford Bridge foi justamente no fim de semana passado quando o time empatou com o West Brom, por 2×2. Até então tinha sido cinco jogos e cinco vitórias.

Claro que um time do tamanho do Chelsea e com o elenco que temos, é nossa obrigação vencer cada partida e se classificar para a fase de mata-mata da Champions League. O Chelsea é um grande time e no ano passado só não conseguimos avançar às oitavas de final por causa de detalhes [nas partidas]. Nesta temporada começamos com uma derrota em casa, mas nos recuperamos bem e agora falta apenas um pequeno passo para a classificação. Primeiro precisamos garantir que vamos passar para o mata-mata, mas também é muito importante terminar em primeiro no grupo.

Nós somos muito fortes jogando em casa, e precisamos  ser se quisermos ganhar o título (da Premier League) e ir bem nas copas (Champions League, FA Cup, Capital One Cup). Se você consegue vencer todos os jogos em casa, você fez o mais importante. Nós estamos quase classificados na Champions League e estamos muito bem na Premier League. Se além de vencer em casa conseguirmos alguns pontos fora de casa, com certeza iremos bem [nas competições]. Nós sabemos que se o time jogar bem cada partida, nós não perderemos muitos jogos, mas nós também reconhecemos que precisamos nos doar ao máximo e fazer boas apresentações para ganhar as partidas,” concluiu Oscar que ainda disse que está feliz em Londres e que tanto ele como sua família já se adaptaram totalmente à Inglaterra.

Bárbara Lira