during the match between Chelsea and Indonesia at Gelora Bung Karno Stadium on July 25, 2013 in Jakarta, Indonesia.

Não são apenas os torcedores que sofrem com empréstimos

Empréstimos excessivos. Algo que os torcedores do Chelsea já conhecem bem, porque, obviamente, sempre há o desejo ver o time jogando seu melhor futebol e estando nas primeiras colocações. Mas este texto não aborda apenas o lado dos fãs, mas traz outro tipo de discurso, de quem também é diretamente prejudicado com isso. Uma entrevista com o jogador dos Blues, Lucas Piazon, ganhou grande repercussão nas ultimas semanas e faz aquela “pedrinha no sapato” ou, no caso, na chuteira, ser ainda mais irritante, pois, podemos ver um outro lado, que nem sempre ganha tanta repercussão, na visão de quem é emprestado.

O brasileiro Chegou ao Chelsea em 2011 e já foi emprestado cinco vezes, praticamente não teve a chance de demonstrar seu valor usando a camisa dos Blues, hoje, no Fulham,  reclama da falta de oportunidades e, mesmo assim, ainda sonha em brilhar em Stamford Bridge.

Nas palavras do jogador:

“Não faz sentido ir em empréstimo toda hora. Não é bom para mim, nem para os outros jogadores. Não vejo mais como uma coisa positiva. Isso não é bom para mim ao 22 anos. É difícil arrumar um lugar no time. Eles têm seus próprios jogadores. Você faz seu melhor, tenta ganhar espaço no elenco, minutos em campo, fazer e criar gols. É tudo o que pode fazer.”

“Eu ainda quero me dar bem no Chelsea, é claro. Vim para a Europa jogar no Chelsea e quero fazer isso. Talvez possa voltar no futuro. Se não for possível, eu quero ir para outro lugar e ficar por mais de uma temporada.”

Lucas Piazon é um dos queridinhos da torcida do Vitesse
Lucas Piazon em um de seus empréstimos

Obviamente, o sonho de ser jogador do Chelsea e fazer sua carreira neste time gigante é algo muito difícil de ser alcançado e, apenas os melhores e mais persistentes, chegam lá. Por outro lado, é impossível alcançar, o que quer que seja, se as oportunidades não existirem. A carreira de um jogador não é das mais longas e cada mês que passa, os prós e contras aumentam, por exemplo: Seu desenvolvimento físico começa a cair, com o passar dos anos, mas, em contrapartida, sua experiência dentro de campo, aumenta absurdamente.

Desde o inicio de sua carreira profissional na Europa, este jogador fez apenas um jogo pelo Chelsea e não marcou gols, em 2012. No ano seguinte, em  seu primeiro empréstimo, para o Málaga, participou de 11 jogos e também não marcou. Se o quesito for apenas baseado em números, a temporada que Piazon mais rendeu foi a 2013/14, atuou em 29 jogos e marcou 11 gols, no Vitesse. Mais um empréstimo, desta vez, para o Eintracht Frankfurt, o jogador participou de 22 partidas e fez dois gols. A penúltima “casa” do brasileiro foi o Reading, 22 partidas disputadas e cinco gols. Por último, agora no Fulham, Lucas Piazon espera fazer um boa temporada e impressionar o Chelsea, para ter uma oportunidade de voltar para o seu clube e não ficar “rodando sem rumo”.

Outras questões que podem ser colocadas no debate são: Este jogador está demonstrando realmente tudo o que pode? Os clubes em que cumpriu o período de empréstimo, se impressionaram com seu futebol? Se sim, por que não pediram para renovar? São dúvidas validas neste caso, em especifico, mas, não apagam os danos que esta “vida de nômade”  pode causar na carreira destes jovens.

O caso de Piazon é apenas mais um entre milhares de jogadores de grandes clubes, que são emprestados e possuem poucas chances no elenco principal. Esperamos que essas “jóias” comecem a ter mais oportunidades, não só para manter a qualidade do futebol, na próxima geração, mas também para que esta nova leva de profissionais, esteja ao “alcance de nossos olhos”, ou seja, em Stamford Bridge, jogando bola e levando o Chelsea à mais glórias.

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Category: Chelsea Football Club

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