Mourinho insiste que foi roubado na votação para treinador do ano de 2012

Mourinho relembra antigo escândalo. (Foto: ChelseaFC)

Mourinho relembra antigo escândalo. (Foto: ChelseaFC)


O técnico do Chelsea, José Mourinho, voltou a repetir a sua crença de que pode ter sido vítima de corrupção, quando terminou em segundo lugar, atrás de Vicente del Bosque, na disputa do prêmio de Melhor Treinador do Mundo, promovido pela FIFA, no ano de 2012.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou sua demissão da entidade na semana passada, em meio a uma série de escândalos, envolvendo muitos funcionários da organização que gere o futebol mundial, inclusive o ex-membro do comitê executivo de admissão de candidaturas para a Copa do Mundo, Chuck Blazer, acusado de receber subornos sobre a candidaturas das Copas do Mundo de 1998 e 2010.

A Associação Sul-Africana de Futebol, desde então, negou as alegações de Blazer, que disse que a SAFA teria emitido subornos para ganhar votos na disputa para sediar o evento de 2010. Apesar disso, depois de sua experiência de terminar em segundo na votação dos treinadores nacionais, capitães e jornalistas, Mourinho não parece surpreendido por quaisquer declarações sobre a FIFA.

Ecoando comentários feitos por si em 2013 acerca da perda para o técnico da Espanha, quando ainda comandava o Real Madrid, Mourinho disse ao Sunday Times:

“Em 2012, eu era um dos três finalistas e quando me disseram que eu estava terminando em segundo com alguns votos atrás do primeiro, parecia normal para mim.

Mas, então, os votos foram tornados públicos. E o meu ex-jogador, um capitão da equipe nacional, ligou-me:  Mister, há algo de errado, porque, obviamente, eu dei-lhe o meu voto, e na lista aparece o nome de outro treinador. Poucos minutos depois, um amigo meu, português, um treinador de uma equipe nacional, me ligou: ‘Senhor, não acredite naquilo que vê na lista, porque, obviamente, eu votei em você’.

E alguns minutos depois, recebi uma mensagem de outro selecionador nacional, a dizer: ‘eles mudaram o meu voto’. Quem mudou o voto? A sua federação? A FIFA? Quem? Não é um drama. Um drama são outras coisas, mas naquele momento eu disse: ‘A partir de agora eu não acredito mais, porque obviamente algo aconteceu'”.

Francisco Moita