LONDON, ENGLAND - SEPTEMBER 24: Gary Cahill of Chelsea shows dejection after Arsenal score  during the Premier League match between Arsenal and Chelsea at the Emirates Stadium on September 24, 2016 in London, England.  (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

Desculpe o transtorno, preciso falar do Cahill

Gary James Cahill foi contratado pelo Chelsea em janeiro de 2012. Revelado pelo Aston Villa, passou quatro anos sendo emprestado para Burnley e Sheffield United, ou mesmo jogando pelo clube de Birmingham. Em 2008, chegou ao Bolton, onde consolidou sua carreira e atuou com regularidade por mais quatro temporadas.

O decorrer da temporada 2011/12 foi muito conturbado para o Chelsea. O clube fazia campanha irregular na Premier League e corria risco de eliminação nas oitavas de final da UEFA Champions League. Cahill fora contratado para competir em uma zaga formada por John Terry e David Luiz, e só. Ivanovic poderia ser improvisado na posição, assim como Romeu e até Bosingwa, situação nada confortável. O recém contratado ganhava seu espaço aos poucos, com um jogo considerado simples e tranquilo, típico de muitos “bons garotos ingleses” e que rendeu algumas boas críticas.

Inglês foi titular do jogo mias importante da história do Chelsea
Inglês foi titular do jogo mias importante da história do Chelsea

Com Cahill, vencemos. Foi titular na histórica final europeia em Munique, onde fez boa atuação. Também jogou a final da FA Cup da mesma temporada, que resultou em troféu. Participou da campanha vitoriosa da UEFA Europa League, no ano seguinte, e das glórias na Copa de Liga e Premier League, duas temporadas atrás.

Pouco mais de quatro anos depois, não somos mais felizes. Se um dia houve algo semelhante a um casamento, chegou a hora de termos algo semelhante ao divórcio. Cahill e Chelsea não se entendem mais. Um elenco que hoje conta com John Terry, Kurt Zouma e David Luiz não precisa de mais um defensor, ainda mais de um que não precisamos mais. Nem é necessário citar nomes que podem ser muito bem improvisados na zaga, indo de Ivanovic a Azpilicueta.

Quatro anos e meio depois, as coisas não são mais as mesmas: (Foto: Colorsport/Andrew Cowie)
Quatro anos e meio depois, as coisas não são mais as mesmas: (Foto: Colorsport/Andrew Cowie)

Caro Gary Cahill, todos mudamos muito de 2012 até hoje. Como todos os times, o Chelsea também precisa de uma renovação, e nunca sabemos quem fará parte dela. Suas atuações não condizem mais com o que o time precisa, mas ninguém nunca vai esquecer que seus serviços foram muito úteis por muito tempo. A história foi bonita, mas convenhamos que seu fim é próximo. Te devemos muitos agradecimentos, e acredito que, enquanto é tempo, devemos chegar a um acordo amigável para dizer adeus.

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Category: Chelsea Football Club

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